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Em Guararema, polícia realiza buscas na casa de piloto acusado de abuso sexual infantil

Suspeito foi preso em SP, dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas; ao todo, DHPP cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados

Por O Diário
09/02/2026 10h26, Atualizado há 2 meses

Polícia Civil | Divulgação/SSP

Policiais da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) cumprem, nesta segunda-feira (9), mandados de busca e apreensão em Guararema. O alvo é a casa do piloto de avião, de 60 anos, preso dentro de uma aeronave da Latam, no Aeroporto de Congonhas. Ele é acusado de participar de um esquema de exploração sexual infantil.

Ao todo, a Operação Apertem os Cintos cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados e dois de prisão temporária. As diligências são realizadas na capital paulista e em Guararema, com a participação de 32 policiais civis e 14 viaturas.

Segundo a polícia, o piloto é suspeito de participar de uma rede de exploração de abuso sexual infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos. Uma mulher de 55 anos, que teria recebido pagamento pela “venda” das netas de 10, 12 e 14 anos para o piloto, também foi presa.

O inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, a polícia já identificou três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

O processo investiga os crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, o que evidencia a grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes, de acordo com as autoridades.

Em comunicado à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

“A Polícia Civil ressalta que a operação tem por finalidade cessar imediatamente a atuação criminosa, resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, identificar outros autores e vítimas, preservar provas essenciais e assegurar a efetividade da investigação diante da gravidade dos fatos apurados”, diz o comunicado.

A polícia informou, ainda, que não descarta novas prisões e identificação de novas vítimas do esquema criminoso. A matéria segue aberta para atualização.

O que diz a Latam?

A redação do O Diário procurou a Latam, empresa dona do avião onde o piloto foi preso. Em nota, a Latam confirmou que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira. O caso aconteceu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont). Segundo a empresa, o voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

“A LATAM está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz a nota.

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