Seleção brasileira vence Gana entre as jogadas de efeito e o ritmo de treino: 3 a 0
O Brasil enfrentou Gana com cinco jogadores ofensivos e a missão de entender melhor quando será possível ou necessário escalá-los na Copa do Mundo do Catar. Talvez Gana não tenha sido o melhor adversário para Tite encontrar a resposta. Pelo menos ficou evidente o potencial estético da formação. A seleção venceu por 3 a 0 […]
23/09/2022 17h42, Atualizado há 46 meses
O Brasil enfrentou Gana com cinco jogadores ofensivos e a missão de entender melhor quando será possível ou necessário escalá-los na Copa do Mundo do Catar. Talvez Gana não tenha sido o melhor adversário para Tite encontrar a resposta. Pelo menos ficou evidente o potencial estético da formação. A seleção venceu por 3 a 0 nesta sexta-feira em Le Havre (FRA) transitando entre momentos de baile e o ritmo descompromissado de um treino.
Os pentacampeões voltam a jogar na terça-feira, contra a Tunísia, no Parc dos Princes, em Paris. Será o último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, dia 24 de novembro, contra a Sérvia, no Lusail.
O quinteto
Dos cinco escalados na frente, apenas Raphinha não conseguiu colaborar muito para essa nova engrenagem, potencialmente espetacular. Neymar assume naturalmente um papel de liderança diferente daquele acostumado a exercer com a camisa do Brasil. Em vez de ser o jogador individualista de outros tempos, ele organiza o time, dita o ritmo e encontra espaços para os companheiros brilharem. O entrosamento com Vini Jr. evolui e o atacante do Real Madrid leva cada vez mais para a seleção a grande fase vivida pelo time espanhol.
Lucas Paquetá, como meia, ofereceu ótimas infiltrações, vindo de trás da linha da bola para receber passes e assim surpreender a defesa adversária. E Richarlison foi o homem-gol que Tite busca, em meio a essa fartura de alternativas. Ele fez o segundo e o terceiro gol. Primeiro, com uma finalização de primeira. Depois, de cabeça, aproveitando a bola cruzada na área.
Marquinhos foi quem abriu o placar, cabeceando bem cobrança de escanteio. Isso tudo ocorreu no primeiro tempo, quando as escancaradas limitações de Gana obrigaram as jogadas bem tramadas da seleção serem analisadas dentro desse contexto.
No segundo, o Brasil entrou desconectado com a partida. Gana cresceu um pouco, nada preocupante. Tite fez mudanças em sequência e a seleção ainda conseguiu criar algumas chances de gol.