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MC Negão Original é alvo de operação contra golpes digitais em Arujá

'Operação Fim da Fábula' cumpre 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária nos Estados de São Paulo e Minas Gerais e no Distrito Federal

Por O Diário
24/02/2026 17h26, Atualizado há 5 meses

MC Negão Original | Reprodução/Instagram

A Polícia Civil deflagrou, na terça-feira (24), a “Operação Fim da Fábula”, que investiga pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em golpes digitais. Na região do Alto Tietê, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) foram até um endereço em Arujá, atribuído a João Vitor Ribeiro, mais conhecido como MC Negão Original, para o cumprimento de mandados de busca, mas não localizaram o cantor no local.

A investigação, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), apura o possível envolvimento do funkeiro em um esquema de golpes em larga escala. Segundo o delegado Tárcio Severo, responsável pela condução da operação no endereço, a iniciativa busca combater a lavagem de dinheiro e a atuação de organização criminosa voltada a crimes digitais.

“Infelizmente, o alvo [MC Negão Original] não foi localizado, mas foi possível apreender objetos e elementos nos quais possivelmente podem ser encontrados vestígios de algum ato ilícito que, porventura, ele tenha praticado”, afirmou em entrevista à imprensa.

A ação, que segue em andamento, cumpre 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária nos Estados de São Paulo e Minas Gerais e no Distrito Federal. Todas as prisões registradas até agora ocorreram no território paulista.

De acordo Deic, o grupo adotava o modelo conhecido como “lavagem em camadas”, com sucessivas transferências de recursos entre familiares, empresas de fachada e contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.

“Tivemos que aplicar a estratégia de ‘seguir o dinheiro’ para desvendar toda a engrenagem criminosa”, explicou o delegado e diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, durante coletiva de imprensa. 

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) identificou ao menos 36 imóveis ligados aos investigados, inclusive registrados em nome de “laranjas”, além de centenas de veículos, embarcações, joias e valores em espécie. Parte desses bens foi apreendida durante a operação.

As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista. 

Segundo os investigadores, considerando o teto de R$ 100 milhões por conta, o bloqueio judicial pode alcançar cifras bilionárias, a depender do saldo existente nas 86 contas alvo da decisão.

Cerca de 400 policiais civis e promotores participam da operação que conta com apoio de outros departamentos da Polícia Civil paulista e das Polícias Civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.

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