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Entenda por que algumas pessoas têm mais resultado com exercícios físicos do que outras

Há pessoas que treinam, se dedicam, mantêm a rotina, mas sentem que os resultados demoram a aparecer. Enquanto isso, outras parecem ganhar massa muscular, emagrecer ou melhorar o condicionamento físico muito mais rápido. A boa notícia é que isso não significa falta ou excesso de esforço. A ciência explica que cada corpo responde aos exercícios […]

Por Edicase Conteúdo
22/05/2026 18h00, Atualizado há 2 horas

Há pessoas que treinam, se dedicam, mantêm a rotina, mas sentem que os resultados demoram a aparecer. Enquanto isso, outras parecem ganhar massa muscular, emagrecer ou melhorar o condicionamento físico muito mais rápido. A boa notícia é que isso não significa falta ou excesso de esforço. A ciência explica que cada corpo responde aos exercícios de uma maneira diferente, e a genética tem um papel importante nisso.

O estudo “Heritability of physical fitness and exercise behavior“, publicado no periódico científico Japanese Journal of Physical Fitness and Sports Medicine, indica haver uma grande variabilidade individual na resposta ao treino e parte importante dessa diferença está no DNA.

“Cada organismo reage de forma única ao exercício. Isso envolve desde a composição muscular até fatores hormonais e metabólicos, que variam bastante entre as pessoas. Além disso, essas diferenças são naturais”, explica Luiz Augusto Riani Costa, médico do esporte da Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa.

Papel da medicina esportiva no alto rendimento

O artigo de revisão “Importance of selected genetic determinants on endurance performance and physical strength: a narrative review“, publicado na revista Frontiers in Physiology, aponta que até 66% da variação no desempenho atlético pode estar associada a fatores genéticos, com o restante influenciado por estilo de vida, treino e ambiente.

Esse cenário ajuda a explicar por que a medicina esportiva e o acompanhamento individualizado têm ganhado cada vez mais espaço também no esporte de alto rendimento. “O esporte de alto rendimento exige monitoramento médico, fisiológico e diagnóstico cada vez mais sofisticado. Ter esse suporte é fundamental não apenas para a performance, mas também para a saúde e longevidade do atleta”, afirma Raffael Francisco Pires Fraga, cardiologista do exercício da Dasa.

Hormônios também influenciam os resultados

Além da genética, os hormônios têm impacto direto no desempenho físico. Testosterona, cortisol e hormônios da tireoide, por exemplo, podem afetar o ganho de massa muscular, a queima de gordura, os níveis de energia e a recuperação após os treinos.

Quando existe algum desequilíbrio hormonal, o corpo pode responder de maneira mais lenta aos estímulos físicos, dificultando a evolução mesmo com alimentação equilibrada e frequência nos exercícios.

enfermeira com coleta de exames sanguíneos no laboratório
Os exames genéticos permitem entender melhor as características de cada organismo e ajudam a personalizar treinos, desempenho e prevenção de lesões (Imagem: Photoroyalty | Shutterstock)

Testes genéticos podem ajudar a personalizar os treinos

Nos últimos anos, exames genéticos voltados para o esporte começaram a ganhar espaço. A proposta é identificar predisposições relacionadas ao desempenho físico, metabolismo e risco de lesões, permitindo estratégias mais individualizadas.

“O treino ideal não é igual para todo mundo. Hoje conseguimos usar a genética para entender melhor como cada corpo funciona e, assim, tornar os cuidados mais precisos”, afirma o médico geneticista Gustavo Guida, da Dasa Genômica e do laboratório Sérgio Franco.

Essas análises podem indicar, por exemplo, se a pessoa tende a responder melhor a exercícios de força ou resistência, além de ajudar na prevenção de lesões.

O segredo está na individualidade

Especialistas reforçam que a genética não determina limites, mas, sim, diferentes pontos de partida. Ou seja: todas as pessoas podem evoluir com a prática regular de exercícios. A diferença está no tempo, na estratégia e no tipo de estímulo mais adequado para cada organismo. Por isso, acompanhamento médico, avaliação física e planejamento individualizado fazem toda a diferença para alcançar resultados mais consistentes e saudáveis.

Por Mariana Durante

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