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Falso médico é preso em Mogi das Cruzes durante operação da Polícia Civil

Vídeo mostra momento que homem preso nesta terça aplica injeção em mulher em uma rua de Mogi das Cruzes

Por O Diário
26/05/2026 17h22, Atualizado há 1 hora

Vídeo mostra falso médico aplicando injeção em mulher em Mogi das Cruzes | Foto: Reprodução

Marcos Phelipe de Barros foi preso, nesta terça-feira (26), em Mogi das Cruzes, na segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga um esquema de falsos médicos que atuavam em um hospital particular da zona leste de São Paulo. Um vídeo mostra o momento que Barros aplica uma injeção em uma mulher em uma rua de Jundiapeba.

A ação foi conduzida pelo 22º Distrito Policial, em São Miguel Paulista, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e duas medidas cautelares determinadas pela Justiça. Os mandados foram cumpridos, além de Mogi, em Poá, São Bernardo do Campo, São Paulo e Guarulhos.

Segundo a investigação, dois homens teriam se passado por médicos e realizado cerca de 2 mil atendimentos ao longo de dois anos na unidade de saúde. O inquérito aponta que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados.

As investigações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte do hospital. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico da unidade foram afastados das funções enquanto o caso segue em apuração.

“Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas. A investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes”, afirmou o delegado titular do 22º DP, Mariano de Araújo.

A operação mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um dos alvos foi localizado.

Operação Hipócrates

A primeira fase da Operação Hipócrates ocorreu em dezembro do ano passado, quando policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em um hospital da zona leste da capital paulista. O inquérito apura crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos.

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