Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Paciente internado com suspeita de Ebola em SP é diagnosticado com meningite

Seguindo protocolo, investigação para Ebola segue em andamento, assim como apuração de outros diagnósticos diferenciais virais

Por O Diário
31/05/2026 12h19, Atualizado há 0 horas

Instituto Emílio Ribas mantém investigações sobre suspeita de Ebola | Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

O paciente internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas sob suspeita de infecção pelo vírus Ebola foi diagnosticado com a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo neste sábado (30), após exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), por meio de exame de reação de qPCR. A investigação para Ebola segue em andamento, assim como a apuração de outros diagnósticos diferenciais virais, até a conclusão das análises laboratoriais e genômicas.

O paciente, um homem de 37 anos, de procedência da República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença pelo vírus Ebola, e viagem recente ao território, apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito. Ele está internado em isolamento na unidade estadual de referência para atendimento de casos suspeitos ou confirmados, seguindo os protocolos de biossegurança previstos.

A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais. Mesmo com a confirmação laboratorial de meningite meningocócica, as equipes mantêm a condução clínica e epidemiológica do caso até a conclusão das análises para Ebola e outros diferenciais virais.

Na última semana, a Coordenadoria de Controle de Doenças estadual atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto com CVE-SP e Instituto Adolfo Lutz, com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus Ebola, cepa Bundibugyo, em curso na República Democrática do Congo. O documento reforça as medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado.

No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados, tendo atuado, em 2014, durante a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Na ocasião, o instituto acolheu e monitorou três casos suspeitos, que foram posteriormente descartados. O Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.

A avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.

Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

Sintomas e atendimento

A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

A SES-SP também reforça que a transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.

Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Notificação de casos suspeitos

Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica, pelo CIEVS. A Nota Informativa completa está disponível aqui.

Mais noticias

GPA de Suzano apreende dez filhotes de lagartos após motorista de aplicativo desconfiar de encomenda

Tarot semanal: previsão para os signos de 01 a 07 de junho de 2026

Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 31/05/2026

Veja Também