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Casa bagunçada: entenda os impactos na saúde mental

Uma casa desorganizada pode impactar diretamente o bem-estar emocional e contribuir para sintomas de estresse e ansiedade. Ambientes com excesso de objetos, bagunça e falta de organização tendem a gerar uma sensação constante de tarefas pendentes, dificultando o relaxamento e a concentração. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, publicada no Personality and Social Psychology Bulletin, […]

Por Edicase Conteúdo
12/06/2026 12h00, Atualizado há 4 meses

Uma casa desorganizada pode impactar diretamente o bem-estar emocional e contribuir para sintomas de estresse e ansiedade. Ambientes com excesso de objetos, bagunça e falta de organização tendem a gerar uma sensação constante de tarefas pendentes, dificultando o relaxamento e a concentração.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, publicada no Personality and Social Psychology Bulletin, revelou que pessoas que percebiam a casa como bagunçada apresentavam níveis mais altos de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Segundo a psicóloga Aline Portilho, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, o ambiente doméstico costuma refletir diretamente na forma como as pessoas se sentem emocionalmente. “O lar geralmente é associado a conforto, descanso e segurança. Quando o ambiente está excessivamente desorganizado, o cérebro pode interpretar aquilo como mais uma fonte de preocupação e desgaste mental”, explica.

Ela destaca que a desordem visual faz com que o cérebro permaneça em estado constante de alerta, dificultando momentos de relaxamento e até a concentração em tarefas simples do dia a dia.

Bagunça pode aumentar as sensações negativas

Além do desconforto visual, a organização precária pode gerar sensação de culpa, procrastinação e dificuldade de produtividade. Isso acontece porque ambientes desorganizados funcionam como lembretes permanentes de tarefas pendentes. “A desordem cria uma sobrecarga de estímulos. O cérebro recebe muitas informações ao mesmo tempo e isso pode aumentar a ansiedade, a irritação e até o cansaço mental”, afirma.

Outro ponto observado em estudos é a relação entre ambientes caóticos e hábitos menos saudáveis. Uma pesquisa da Universidade de New South Wales, na Austrália, chamada “Clutter, Chaos, and Overconsumption: The Role of Mind-Set in Stressful and Chaotic Food Environments“, apontou que cozinhas desorganizadas podem favorecer episódios de compulsão alimentar e alimentação impulsiva.

Fotografia em plano médio mostra uma mulher jovem limpando uma mesa de centro redonda e de madeira clara em uma sala de estar. Ela tem cabelos longos e loiros com mechas frontais mais claras, veste uma camisa polo de tricô rosa claro e está agachada em frente à mesa. Com uma das mãos, ela passa um pano cinza sobre a superfície de madeira; com a outra, segura um pequeno vaso trançado de palha que contém uma planta verde. O ambiente ao fundo é iluminado e decorado em tons neutros, com uma poltrona cinza claro à esquerda e cortinas brancas ao fundo.
Pequenas mudanças na rotina de organização podem ajudar a melhorar a sensação de bem-estar e equilíbrio emocional (Imagem: Photoroyalty | Shutterstock)

Organização não precisa ser sinônimo de perfeição

Apesar da relação entre ambiente e saúde mental, Aline Portilho alerta que manter a casa organizada não significa buscar perfeição o tempo todo. Pequenas mudanças na rotina já podem trazer sensação de bem-estar e maior controle emocional. Criar hábitos simples, como organizar um cômodo por vez, desapegar de objetos sem uso e estabelecer pequenas rotinas domésticas, pode ajudar a reduzir a sensação de sobrecarga.

Buscar ajuda também é importante

Em alguns casos, a dificuldade em manter a organização pode estar relacionada ao próprio estado emocional da pessoa, principalmente em situações de ansiedade, depressão ou esgotamento mental. “Quando a desorganização vem acompanhada de tristeza constante, falta de energia e dificuldade para realizar tarefas do dia a dia, é importante buscar apoio psicológico para entender o que está acontecendo”, finaliza Aline Portilho.

Por Priscila Dezidério

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