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5 alertas sobre cirurgia bariátrica em meio ao avanço das canetas emagrecedoras

O crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente os análogos de GLP-1, mudou o debate sobre obesidade no Brasil e no mundo. Nas redes sociais e até em consultórios, aumentou a percepção de que as chamadas “canetas emagrecedoras” poderiam substituir definitivamente a cirurgia bariátrica. No entanto, essa interpretação é equivocada. Segundo a Sociedade Brasileira […]

Por Edicase Conteúdo
15/06/2026 17h01, Atualizado há 2 horas

O crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente os análogos de GLP-1, mudou o debate sobre obesidade no Brasil e no mundo. Nas redes sociais e até em consultórios, aumentou a percepção de que as chamadas “canetas emagrecedoras” poderiam substituir definitivamente a cirurgia bariátrica. No entanto, essa interpretação é equivocada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a cirurgia bariátrica segue como uma das principais ferramentas no tratamento da obesidade grave, especialmente para pacientes que não conseguem resultados sustentáveis apenas com tratamento clínico. A entidade também demonstra preocupação com a queda no número de cirurgias e o uso indiscriminado de medicamentos sem acompanhamento médico.

A seguir, confira os principais alertas sobre cirurgia bariátrica em meio ao avanço das canetas emagrecedoras!

1. A cirurgia bariátrica não deixou de ser indicada

Apesar da popularização dos medicamentos para perda de peso, a cirurgia bariátrica continua sendo recomendada em muitos casos. “Existe uma narrativa errada que se instalou nos consultórios e nas redes sociais de que, com a chegada dos análogos de GLP-1 e outros medicamentos, a cirurgia bariátrica perdeu sua vez. Isso não é verdade. Existe um tratamento para cada tipo de paciente e os medicamentos e a cirurgia, em muitos casos, devem ser complementares”, afirma o presidente da SBCBM, Dr. Juliano Canavarros.

Segundo ele, a obesidade é uma doença complexa e o tratamento precisa ser individualizado.

2. Canetas emagrecedoras não funcionam da mesma forma para todos os pacientes

Os novos medicamentos utilizados para emagrecimento representam um avanço importante, mas possuem limitações, principalmente relacionadas ao acesso e à manutenção dos resultados. “Os novos medicamentos são extraordinários, mas ainda não são democráticos e funcionam enquanto a pessoa está utilizando”, explica o Dr. Juliano Canavarros.

A SBCBM alerta que muitos pacientes abandonam tratamentos tradicionais acreditando que as medicações irão resolver definitivamente a obesidade sem necessidade de acompanhamento contínuo.

Duas canetas de aplicação de medicamento na cor azul estão posicionadas verticalmente sobre um fundo rosa vibrante. Uma fita métrica amarela envolve as duas canetas de forma sinuosa, criando uma conexão visual entre elas. A iluminação é direta, projetando sombras nítidas à direita dos objetos. A imagem sugere uma relação entre o uso de medicamentos injetáveis e o controle de peso ou medidas corporais.
A automedicação pode trazer riscos importantes à saúde (Imagem: Alones | Shutterstock)

3. O uso sem acompanhamento médico preocupa especialistas

Outro ponto de atenção envolve o crescimento do uso clandestino de medicamentos para emagrecimento, muitas vezes adquiridos sem prescrição ou vindos de outros países. A automedicação pode trazer riscos importantes à saúde e atrasar tratamentos adequados para obesidade e doenças associadas.

“Não temos dados precisos sobre a fila para cirurgia no país, a doença avança e há um descontrole no que se refere ao uso de medicamentos clandestinos e sem acompanhamento médico“, alerta o presidente da SBCBM.

4. A queda nas cirurgias preocupa entidades médicas

Dados da SBCBM mostram redução no número de cirurgias bariátricas realizadas nos últimos anos. Em 2024, houve queda de 18% em relação ao ano anterior.

“Embora não tenhamos estudado a causalidade, a preocupação é que muitos pacientes estejam optando por terapias não cirúrgicas para obesidade sem compreender totalmente todas as opções disponíveis”, afirma o Dr. Juliano Canavarros.

A entidade também destaca que milhares de brasileiros aguardam pelo procedimento no Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentando demora no acesso ao tratamento especializado.

5. Obesidade continua avançando no Brasil

Enquanto o debate sobre tratamentos cresce, os números da obesidade seguem aumentando no país. Dados do Ministério da Saúde apontam crescimento expressivo da obesidade entre adultos brasileiros nas últimas décadas.

Segundo a pesquisa Vigitel 2025, o número de adultos com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024. No mesmo período, também aumentaram os casos de diabetes, hipertensão e excesso de peso.

“A cirurgia bariátrica é hoje o único tratamento efetivamente disponível para obesidade dentro da rede pública de saúde e, também, o único capaz de apresentar resultados consistentes a longo prazo. Os benefícios vão muito além da perda de peso, incluindo impacto direto na redução de doenças associadas e até nos custos do sistema de saúde”, conclui o presidente da SBCBM, Dr. Juliano Canavarros.

Por Sarah Carvalho

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