Secretário explica medidas adotadas após identificação de alimentos impróprios em escolas de Mogi das Cruzes
Filipe Hermanson afirmou que os alimentos não foram servidos aos alunos da rede municipal e que a Prefeitura adotou as medidas judiciais cabíveis assim que foi informada
26/06/2026 15h10, Atualizado há 2 horas
Itens afetados foram recolhidos pelas próprias empresas ou descartados, conforme explicou o secretário | Foto: Divulgação/PMMC
Imagens de alimentos impróprios para consumo registradas em unidades municipais de Mogi das Cruzes repercutiram nas redes sociais nas últimas semanas. Em entrevista ao O Diário, nesta quinta-feira (25), o secretário municipal de Assuntos Jurídicos e Relações Institucionais, Filipe Hermanson, explicou que a situação foi pontual e que os alimentos em questão não foram servidos aos alunos.
“Algumas pessoas, que eu considero absolutamente irresponsáveis, levaram às redes sociais a informação de que esses alimentos de má qualidade estavam sendo servidos para as crianças da rede municipal, mas isso é absolutamente inverídico […] O que aconteceu foi que os alimentos foram entregues nas unidades escolares, mas não foram servidos de forma alguma”, afirmou Hermanson.
O secretário acrescentou ainda que os itens foram entregues nas unidades no final de maio deste ano por diferentes empresas. Segundo os boletins de ocorrência registrados pela administração municipal, os itens impróprios para consumo incluem macarrão de letrinhas com carunchos, carne de porco de baixa qualidade e mandioca estragada. As empresas responsáveis seriam a Merenda Prime Comércio de Alimentos LTDA, Charbel Participações LTDA e a Castor Alimentos LTDA, respectivamente. O Diário tenta contato com os responsáveis.
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“O que eu acho um dado importante para dizer sobre essas empresas é que elas não estão fornecendo merenda só a partir desse ano. Elas são fornecedoras da Prefeitura há muitos anos. Então, por exemplo, essa empresa que forneceu a carne (Charbel Participações), ela fornece merenda para a Prefeitura desde 2019”, destacou.
Hermanson afirmou que menos de 10 escolas da rede municipal receberam o lote afetado. Segundo a Prefeitura, os principais problemas foram identificados em duas unidades: a Escola Marlene da Silva Maldonado, em Jundiapeba, e a Escola Lourdes Guerra Campos, na Vila Natal. Os itens afetados foram recolhidos pelas próprias empresas ou descartados, conforme explicou o secretário.
Segundo a minuta de comunicação do Departamento de Alimentação Escolar (DAE), foram aplicadas multas que somam R$ 55,2 mil contra as três empresas responsáveis pelas entregas. Além disso, foi criada uma comissão para investigar o caso e avaliar a possibilidade de impedir que a empresa participe de novas licitações e firme contratos com a Prefeitura. O Ministério Público e a Polícia Civil foram acionados para investigar o caso. As empresas ainda podem apresentar recursos.
De acordo com Hermanson, as irregularidades constatadas não afetaram o fornecimento da merenda. Ele explicou que a Prefeitura de Mogi possui outros fornecedores para os mesmos produtos, o que permite remanejar os pedidos enquanto as medidas administrativas estão em andamento.
O que dizem as empresas?
O Diário tenta contato com as empresas responsáveis pelo fornecimento da merenda escolar. A matéria segue aberta para possíveis posicionamentos.