Férias com pets: 6 dicas para preparar o seu cão para viajar com segurança
Viajar com animais de estimação deixou de ser uma exceção e se tornou parte dos planos de muitos brasileiros. O movimento acompanha uma mudança no comportamento dos tutores, que buscam incluir os animais em momentos de lazer e férias. Com o aumento das opções de hospedagens, restaurantes e atrações pet friendly, cresce também a preocupação […]
06/07/2026 13h02, Atualizado há 2 horas
Viajar com animais de estimação deixou de ser uma exceção e se tornou parte dos planos de muitos brasileiros. O movimento acompanha uma mudança no comportamento dos tutores, que buscam incluir os animais em momentos de lazer e férias. Com o aumento das opções de hospedagens, restaurantes e atrações pet friendly, cresce também a preocupação em garantir que a experiência seja segura e confortável para os cães.
Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, o planejamento da viagem deve considerar não apenas o destino escolhido pela família, mas também as necessidades e características do animal.
“A viagem precisa ser pensada do ponto de vista do cão, não apenas da família. Nem todos os animais lidam bem com deslocamentos longos e mudança de ambiente. Quanto maior o planejamento e a preparação, maiores são as chances de a experiência ser tranquila para todos”, explica.
Para ajudar os tutores que pretendem viajar com seus cães nas férias, a especialista traz 6 orientações importantes. Confira!
1. Avalie se o cão realmente está preparado para viajar
Nem todos os cães se adaptam da mesma forma a mudanças de rotina, deslocamentos e ambientes desconhecidos. “Antes de qualquer viagem, o tutor precisa avaliar se aquele cão está realmente preparado para sair da rotina. Animais muito medrosos, reativos, enjoados em carro, idosos, filhotes muito novos ou com questões de saúde podem precisar de uma preparação maior ou até de uma alternativa mais segura, como ficar em um hotel especializado”, afirma Denise Neves.
A especialista reforça que o bem-estar do animal sempre deve estar acima da vontade dos tutores. “Muitas vezes, a decisão de levar o pet está ligada ao desejo da família, mas é importante avaliar o que será mais confortável para o cão. Para alguns animais, viajar é ótimo. Para outros, permanecer em um ambiente preparado e seguro pode ser a alternativa mais responsável”, ressalta.
2. Prepare o pet com antecedência
A adaptação deve começar antes do dia do embarque, especialmente para cães que não estão acostumados a viajar. “A principal orientação é não deixar tudo para o dia da viagem. O cão precisa ser preparado antes, principalmente se não está acostumado com carro, caixa de transporte ou longos períodos de deslocamento. Passeios curtos de carro, associações positivas com a caixa de transporte, uso de petiscos e manutenção de uma rotina previsível ajudam bastante. Quanto mais previsível e confortável for a experiência, menor tende a ser o estresse”, explica.

3. Transporte o cão com segurança
Viajar solto dentro do carro aumenta os riscos para o animal e para os ocupantes do veículo. “Além de ser perigoso, viajar com o cão solto aumenta o risco de acidentes, distrações para o motorista e lesões em freadas bruscas. O ideal é utilizar equipamentos adequados, como caixa de transporte, cadeirinha própria ou cinto de segurança peitoral específico para cães”, explica Denise Neves.
Criar uma relação positiva com o carro é um passo importante antes da viagem. “Um erro comum é o cão só andar de carro para ir ao veterinário ou a situações desconfortáveis. Nesses casos, ele pode associar o carro a algo negativo, por isso vale a pena criar experiências positivas antes da viagem”, orienta.
4. Monte uma mala exclusiva para o pet
Levar os itens que fazem parte da rotina do animal ajuda na adaptação ao novo ambiente. “A mala do cão deve incluir ração suficiente para todos os dias da viagem, potes de água e comida, guia, coleira com identificação, caminha ou manta, brinquedos familiares, saquinhos higiênicos, toalha, itens de higiene, medicações de uso contínuo e carteira de vacinação. Objetos familiares ajudam o animal a se sentir mais seguro em um ambiente novo”, orienta.
A especialista também recomenda atenção à alimentação antes do embarque. “Em viagens de carro, muitos animais ficam enjoados quando comem muito perto da saída. Por isso, o ideal é conversar com o veterinário para definir o melhor intervalo entre alimentação e deslocamento. O mais importante é evitar improvisos e observar como aquele cão costuma reagir”, ressalta.
5. Fique atento aos sinais de estresse
Identificar rapidamente os sinais de desconforto pode evitar que a situação se agrave. “Alguns sinais comuns são salivação excessiva, tremores, vocalização, tentativa de fuga, respiração ofegante, inquietação, vômitos, diarreia, apatia ou recusa de água e alimento. Também existem sinais mais sutis, como bocejos frequentes, lambedura de focinho, orelhas para trás, olhar arregalado e postura corporal encolhida”, explica Denise Neves.
Caso o cão demonstre muita ansiedade, o ideal é agir com calma. “O tutor deve manter a calma, evitar broncas e não forçar o cão a se comportar no meio de uma crise. O recomendado é fazer uma pausa segura, oferecer água, permitir que ele caminhe um pouco e reduza o nível de estímulo. Em cães com histórico de ansiedade intensa, a preparação deve começar antes da viagem, com treino comportamental e orientação veterinária”, orienta a profissional.
6. Respeite o tempo de adaptação no destino
No destino, o ideal é permitir que o cão conheça o ambiente gradualmente e mantenha parte da rotina habitual. “O cão deve explorar aos poucos, sempre supervisionado. É importante mostrar onde estarão água, comida, caminha e local para necessidades”, recomenda Denise Neves.
Além do trajeto, os cuidados devem continuar nos primeiros dias da viagem. “Manter parte da rotina ajuda muito: horários parecidos de alimentação, passeios, descanso e interação. Também é importante respeitar o tempo de adaptação do animal, evitando exposição imediata a muitos estímulos, pessoas, outros cães ou locais movimentados. O cão precisa entender que aquele novo ambiente também é seguro”, conclui.
Por Ana Karoline Moreira