Dois novos casos de remissão do HIV são anunciados em conferência no RJ; total chega a 13
Anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), na 26ª Conferência Internacional sobre Aids
27/07/2026 20h08, Atualizado há 1 hora
Vírus HIV | Foto: Reprodução/Pixabay
Dois novos casos de remissão do HIV foram anunciados nesta segunda-feira (27), durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro. Com o anúncio, sobe para 13 o número de pessoas que permanecem com carga viral indetectável mesmo após a interrupção do tratamento com medicamentos antirretrovirais.
Um dos casos divulgados é de um homem de 21 anos, morador de Kansas City, nos Estados Unidos. Ele vivia com HIV e leucemia mieloide aguda. Para tratar o câncer, ele recebeu um transplante de células-tronco de uma doadora compatível com a mutação genética CCR5-delta32, que dificulta a entrada do HIV nas células. Após enfrentar complicações e passar por um segundo transplante, o tratamento antirretroviral foi interrompido de forma assistida em fevereiro de 2025. Segundo os médicos,14 meses depois os exames continuavam sem detectar o vírus no sangue ou células infectadas capazes de reiniciar a infecção.
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Já o segundo caso envolve um paciente da Alemanha, que tinha histórico de hepatite B e duas variantes do HIV. Assim como o primeiro, ele recebeu um transplante de células-tronco de um doador com a mesma mutação. Quatro anos após o procedimento, os médicos suspenderam os medicamentos contra o HIV e, 12 meses depois, o vírus permanecia indetectável e sem capacidade de replicação. Apesar disso, a hepatite B voltou a se replicar 25 dias após a interrupção do tratamento específico para a doença. Mesmo com essa reativação, não houve retorno do HIV.
Os pesquisadores destacam que os casos são classificados como remissão e não como cura. Isso porque ainda não é possível confirmar que o vírus foi completamente eliminado do organismo. Por esse motivo, os dois pacientes continuam sendo monitorados para verificar se o HIV permanecerá indetectável ao longo do tempo, mesmo sem o uso de antirretrovirais.
Todos os 13 casos de remissão registrados ocorreram após transplantes para tratamentos de leucemias ou doenças graves no sangue e não para tratamento de HIV especificamente.