Desemprego no Brasil cai no 2º trimestre e índice é o menor já registrado no período
Taxa fechou em 5,4%, segundo dados do IBGE, e número de pessoas ocupadas ficou em 103,1 milhões
31/07/2026 09h08, Atualizado há 1 hora
Carteira de Trabalho Digital | Marcelo Camargo/Agência Brasil
A taxa de desemprego no Brasil no segundo trimestre ficou em 5,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30). O índice é o menor já registrado para o período desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

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O resultado é menor do que o índice registrado no primeiro trimestre, que marcou 6,1%, e menor do que o número do mesmo período no ano passado, quando a taxa de desemprego ficou em 5,8%.
Ainda segundo os dados divulgados pelo IBGE, o número de desocupados é de 5,9 milhões, 718 mil pessoas a menos do que no primeiro trimestre. Em relação ao número de pessoas ocupadas, neste segundo semestre, o Brasil atingiu 103,1 milhões.
A Pnad mostra, ainda, que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira. A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026, quando o dado ficou em R$ 3.765.
Pnad
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Mercado formal
A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.
De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil de postos com carteira assinada criados.