Estações do Alto Tietê amanhecem fechadas durante greve de funcionários da CPTM
Linhas de trem operam parcialmente e sistema PAESE foi acionado para atender os usuários
04/08/2026 09h00, Atualizado há 0 horas
Estação de Mogi das Cruzes fechada durante a greve | Fabrício Mello/O Diário
Estações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade amanheceram fechadas nesta terça-feira (4) por conta da greve dos funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil ontem (3) e teve início à 0h de hoje. Veja as imagens:
Entre as principais reivindicações da categoria estão a reestatização dos três ramais, concedidos à Trivia Trens. Segundo o sindicato, a entidade busca garantias para a manutenção dos empregos e dos direitos trabalhistas dos ferroviários durante o processo de transferência da operação para a concessionária.
Na manhã de hoje, usuários do transporte sobre trilhos encontraram as estações fechadas, com cartazes alertando sobre a greve. Atualmente, os trens circulam apenas entre as estações Guaianases e Palmeiras-Barra Funda, na Linha 11-Coral, e Brás e Engenheiro Goulart, na Linha 12-Safira. Nos demais trechos, o atendimento é realizado por meio de ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência). Veja os detalhes:
Em resposta aos questionamentos do O Diário, a CPTM e o Governo do São Paulo lamentaram a decisão do sindicato “de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (04/08), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”.
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Em nota conjunta, eles afirmam que “a paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário”.
“É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política,” diz a nota.
Por conta da greve, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.