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7 cuidados com a saúde dos homens após os 50 anos

Chegar aos 50 anos costuma marcar uma nova etapa também para a saúde masculina. Mesmo quando não existem sintomas ou grandes mudanças na rotina, o avanço da idade aumenta a importância de acompanhar fatores de risco e preservar funções que terão impacto direto na autonomia e na qualidade de vida nas próximas décadas. Pressão arterial, […]

Por Edicase Conteúdo
23/09/2026 17h02, Atualizado há 1 hora

Chegar aos 50 anos costuma marcar uma nova etapa também para a saúde masculina. Mesmo quando não existem sintomas ou grandes mudanças na rotina, o avanço da idade aumenta a importância de acompanhar fatores de risco e preservar funções que terão impacto direto na autonomia e na qualidade de vida nas próximas décadas.

Pressão arterial, glicemia e colesterol continuam importantes, mas o cuidado não termina no check-up. Perda de massa muscular, alterações urinárias e sexuais, saúde cerebral, risco de câncer e mudanças relacionadas à própria imagem também merecem atenção. A proposta não é transformar o envelhecimento em uma lista de doenças, mas entender quais cuidados podem ajudar o homem a chegar aos próximos anos com mais saúde e independência.

A seguir, especialistas apontam sete pontos que merecem atenção depois dos 50. Confira!

1. Preserve músculos e força

A perda de massa e força muscular pode acontecer progressivamente com o envelhecimento e afetar equilíbrio, mobilidade e capacidade para realizar atividades cotidianas. Por isso, manter-se fisicamente ativo ganha ainda mais importância nessa fase.

Para o ortopedista Dr. Fernando Jorge, exercícios de força podem contribuir para preservar a capacidade funcional ao longo dos anos. O treinamento, no entanto, precisa respeitar o condicionamento e as limitações de cada pessoa, principalmente entre aqueles que estão retomando a atividade física ou apresentam dores e problemas articulares.

2. Não espere sintomas para cuidar da próstata

A saúde urológica não deve receber atenção somente quando surgem dificuldades para urinar. Depois dos 50, idade, histórico familiar, sintomas e outros fatores de risco precisam fazer parte da conversa com o médico para definir individualmente o acompanhamento necessário.

“Estar fisicamente ativo é excelente, mas não elimina a necessidade de cuidar da saúde urológica. A avaliação da próstata deve ser individualizada, considerando idade, histórico familiar, fatores de risco, sintomas e decisão compartilhada entre médico e paciente”, explica o urologista Dr. Lucas Takikawa.

Mudanças como jato urinário mais fraco, urgência, necessidade de levantar várias vezes durante a noite para urinar ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga também merecem avaliação e não devem ser automaticamente atribuídas ao envelhecimento.

3. Preste atenção às mudanças na vida sexual

A saúde sexual também pode fornecer informações importantes sobre a saúde geral. Alterações persistentes na ereção, por exemplo, não devem ser encaradas simplesmente como consequência natural da idade.

“A ereção depende, entre outros fatores, de um fluxo sanguíneo adequado para o pênis. Por isso, condições que comprometem os vasos sanguíneos, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e aterosclerose, também podem afetar a função erétil”, explica Dr. Lucas Takikawa. Diante disso, investigar a causa da disfunção erétil é importante para identificar possíveis problemas de saúde associados e buscar o tratamento adequado.

4. Mantenha o cérebro em atividade

Cuidar do envelhecimento cerebral não significa esperar os primeiros esquecimentos para agir. Memória é apenas uma das funções cognitivas. Atenção, linguagem, raciocínio, planejamento e capacidade de resolver problemas também fazem parte desse conjunto. Aprender uma habilidade, ler, utilizar novas tecnologias, manter relações sociais, participar de atividades culturais e executar tarefas que exijam raciocínio são algumas maneiras de continuar oferecendo estímulos ao cérebro.

“Cuidar da saúde cerebral precisa fazer parte das prioridades de saúde para uma longevidade saudável. Não se trata de buscar uma fórmula mágica para evitar o envelhecimento cerebral, mas de pensar no que podemos fazer hoje para construir um envelhecimento com mais saúde, autonomia e participação”, explica Thais Bento Lima da Silva, gerontóloga, pesquisadora da USP e parceira científica do Método Supera.

Médico usando jaleco branco, óculos e estetoscópio no pescoço, escrevendo em uma  prancheta enquanto atende um homem idoso em seu consultório.
Idade, hábitos de vida e histórico familiar ajudam a compreender os riscos e orientar os cuidados com a saúde masculina (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

5. Conheça seus fatores de risco para o câncer

A prevenção também passa por conhecer a própria história. Hábitos de vida, idade e exposições acumuladas ao longo dos anos ajudam a definir riscos e podem modificar a forma como determinadas pessoas precisam ser acompanhadas.

“Quando falamos em fatores de risco, estamos falando em probabilidades. Ter determinado fator não significa que aquela pessoa terá câncer, assim como manter hábitos saudáveis não oferece uma garantia absoluta de proteção. O que podemos fazer é reduzir riscos modificáveis e, principalmente, reconhecer situações em que uma investigação individualizada é necessária”, explica a oncologista e especialista em oncogenética Dra. Roberta Galvão.

A médica também chama atenção para o histórico familiar. “Conhecer uma predisposição genética não significa prever quem terá câncer. Significa identificar pessoas que podem precisar de um acompanhamento diferente”, acrescenta.

6. Mudanças na aparência também podem merecer atenção

O envelhecimento traz mudanças visíveis, e o cabelo é uma delas. A queda capilar pode se tornar mais perceptível com o passar dos anos, mas nem todo afinamento dos fios tem a mesma origem. Antes de buscar um procedimento estético, é importante compreender a causa e avaliar as possibilidades de tratamento.

No caso da calvície, por exemplo, idade isoladamente não determina a indicação de um transplante. O histórico da queda, o padrão de progressão e as características individuais precisam ser considerados antes de qualquer decisão.

“Não existe uma idade única que determine quando uma pessoa deve fazer o transplante. O mais importante é entender o motivo da queda e avaliar se o procedimento realmente é indicado para aquele paciente”, explica o especialista em queda e transplante capilar Dr. Vlassios Marangos.

Assim, cuidar da aparência pode fazer parte do bem-estar aos 50, 60 ou 70 anos, mas o ponto de partida deve ser a avaliação do que está provocando determinada mudança, e não simplesmente a tentativa de esconder os sinais do envelhecimento.

7. Não confunda boa forma com ausência de doenças

Treinar, manter o peso adequado e ter disposição são fatores positivos, mas não substituem o acompanhamento médico. Algumas alterações importantes podem permanecer silenciosas mesmo em pessoas fisicamente ativas.

“Um homem pode treinar diariamente, ter baixo percentual de gordura e excelente desempenho esportivo e ainda apresentar hipertensão, alterações metabólicas, problemas prostáticos ou outras condições silenciosas. A academia é uma ferramenta de promoção de saúde, não um atestado médico”, alerta Dr. Lucas Takikawa.

Prevenção como parte da rotina

Depois dos 50, o cuidado com a saúde não precisa começar quando aparece um problema. A prevenção passa justamente pelo caminho contrário: acompanhar o que ainda não provoca sintomas, preservar aquilo que funciona bem e reconhecer mudanças que merecem investigação. Mais do que acrescentar anos à vida, a proposta é chegar às próximas décadas com força, autonomia, saúde física, cognitiva e qualidade de vida.

Por Sarah Carvalho

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