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Amamentação influencia a mastigação e a fala da criança? Entenda a relação

Quando se fala nos benefícios do aleitamento materno, os aspectos nutricionais e imunológicos costumam ganhar destaque. No entanto, a amamentação também desempenha um papel importante no desenvolvimento da boca e da face do bebê, contribuindo para o fortalecimento da musculatura e para funções que acompanharão a criança ao longo da vida. Segundo Isabelle Schalch de […]

Por Edicase Conteúdo
28/10/2026 16h02, Atualizado há 1 hora

Quando se fala nos benefícios do aleitamento materno, os aspectos nutricionais e imunológicos costumam ganhar destaque. No entanto, a amamentação também desempenha um papel importante no desenvolvimento da boca e da face do bebê, contribuindo para o fortalecimento da musculatura e para funções que acompanharão a criança ao longo da vida.

Segundo Isabelle Schalch de Oliveira Campos, coordenadora de Odontologia da Faculdade Anhanguera, durante a amamentação o bebê realiza movimentos coordenados de sucção, deglutição e respiração, envolvendo diferentes músculos da face.

“A sucção durante o aleitamento materno exige um trabalho coordenado do bebê para a retirada do leite. Esse processo estimula a musculatura oral e facial e contribui para o desenvolvimento de estruturas como a mandíbula e o palato, além do amadurecimento de funções importantes, como deglutição e respiração”, explica. Esse desenvolvimento nos primeiros meses de vida também terá reflexos posteriormente em atividades como mastigação, fala e alimentação.

Sinais durante a amamentação que merecem atenção

Embora seja um processo natural, a amamentação nem sempre acontece sem dificuldades. Dor durante a mamada, problemas na pega, estalos durante a sucção, cansaço excessivo do bebê, dificuldade para ganhar peso ou a percepção de que a criança não consegue mamar adequadamente são alguns sinais que merecem avaliação.

Nesses casos, o acompanhamento pode envolver diferentes profissionais, como pediatras, enfermeiros, fonoaudiólogos, consultores de amamentação, cirurgiões-dentistas e odontopediatras, de acordo com as necessidades da mãe e do bebê.

Um bebê loiro, vestindo um colete felpudo branco, está sentado em uma cadeira de dentista vermelha, olhando curioso para um espelho clínico que um profissional segura próximo ao seu rosto
O acompanhamento desde os primeiros meses ajuda a avaliar o desenvolvimento da boca e a esclarecer as dúvidas dos responsáveis (Imagem: Romberi | Shutterstock)

Dentista antes mesmo do primeiro dente?

A atuação da odontologia na infância pode começar antes do nascimento dos primeiros dentes. O acompanhamento precoce permite orientar a família sobre desenvolvimento da boca e da face, hábitos de sucção, higiene bucal, introdução alimentar e prevenção de problemas futuros.

“O cuidado odontológico do bebê não começa apenas quando surgem os primeiros dentes. A orientação desde os primeiros meses permite acompanhar o desenvolvimento das estruturas da boca e também esclarecer dúvidas dos responsáveis sobre hábitos que podem impactar a saúde bucal da criança”, destaca a coordenadora.

Por isso, o acompanhamento da saúde bucal desde os primeiros meses de vida pode fazer parte dos cuidados com o desenvolvimento infantil, mesmo antes do aparecimento do primeiro dente.

Por Priscila Dezidério

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