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Air Products de Mogi procura parcerias para enviar oxigênio a Manaus

A Air Products, fabricante de gases e equipamentos para indústrias e hospitais, com sede na Vila Industrial, em Mogi,  informou, nesta segunda-feira (18), que está em busca de empresas parceiras que possam assumir “com eficiência, agilidade e segurança”, o transporte emergencial de oxigênio líquido destinado aos hospitais de Manaus, onde ocorre uma grande crise no […]

Por O Diário
18/01/2021 14h38, Atualizado há 67 meses

A Air Products, fabricante de gases e equipamentos para indústrias e hospitais, com sede na Vila Industrial, em Mogi,  informou, nesta segunda-feira (18), que está em busca de empresas parceiras que possam assumir “com eficiência, agilidade e segurança”, o transporte emergencial de oxigênio líquido destinado aos hospitais de Manaus, onde ocorre uma grande crise no fornecimento do produto devido à elevação dos casos de Covid-19, registrados numa segunda onda da doença no Estado do Amazonas.

“A Air Products não possui clientes na região Norte do País, mas está buscando maneiras de ajudar na crise e o grande desafio é o logístico, já que a cadeia de distribuição da empresa é via terrestre e está voltada para as regiões em que possui fábrica”, informa a empresa, por meio de comunicado.

As dificuldades logísticas para levar o oxigênio até Manaus são enormes, já que a cidade só é acessada mais facilmente por via aérea ou pluvial. Além disso, segundo a empresa, “o transporte de oxigênio líquido requer muitos cuidados e responsabilidades para a segurança de todos os envolvidos; a qualidade dos produtos e a segurança dos profissionais que trabalham nisso são premissas essenciais para a empresa e, além disso, o transporte do oxigênio via terrestre, a partir das unidades de São Paulo e Rio Grande do Sul levaria entre 12 a 14 dias”.

Desde o início da atual pandemia do novo coronavírus, a empresa garante que adotou um esquema especial de programação estratégica e  até agora, tem conseguido suprir todas as demandas de sua área de atuação, nos diversos segmentos que atende.

A indústria fornece gases e equipamentos relacionados a diversas indústrias, como de alimentos e bebidas, refinaria, química, metais, eletrônicos, manufatura e hospitais.

“Estamos acompanhando constantemente nossos clientes e ajustando-nos aos demais aumentos que têm surgido. A empresa se mantém alerta e preparada para buscar atender possíveis aumentos de demanda que ainda venham a ocorrer no Sul e Sudeste, conforme vem sendo noticiado pelos órgãos oficiais que documentam a evolução da pandemia. Tudo isso, certamente, com a segurança e a qualidade dos produtos e das entregas de sempre”, garante.

A Air Products é uma multinacional de origem americana, com mais de 19 mil colaboradores no mundo, presente em mais de 50 países, que completou 80 anos em 2020. Atua na distribuição dos produtos no Brasil há 45 anos, com plantas localizadas em Mogi das Cruzes, São Paulo e em Guaíba, no Rio Grande do Sul.

Abiquim
A Associação Brasileira de Indústrias Químicas (Abiquim), da qual a Air Products é uma das afiliadas, também divulgou comunicado se solidarizando com todos os afetados pela pandemia, sobretudo “pela situação emergencial que ocorre neste momento”, e informando que as associadas atuam para garantir o fornecimento de gases medicinais, em todo território nacional, obedecendo às exigências da Anvisa.

A Abiquim explica que o oxigênio é produzido em usinas de separação do ar, denominadas ASU (Air Separation Unit), as quais captam o ar ambiente, que é composto basicamente de 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1  de argônio, por meio de compressão, resfriamento e destilação fracionada em grande escala, separando cada componente e armazenando-os em tanques criogênicos, na forma de oxigênio líquido, a -185°C. 

Estas ASUs funcionam de forma contínua, 24 horas por dia. 
O transporte do oxigênio é feito por caminhões-tanque, que abastecem diretamente os tanques dos hospitais; alternativamente, os gases podem ser enviados a centros de enchimento, onde são transformados do estado líquido para gasoso e envasados em cilindros sob alta pressão. 

O enchimento dos cilindros, explica a Abiquim, depende da devolução desses itens por parte dos clientes (para que ocorra um novo enchimento do gás) e da disponibilidade de oxigênio líquido na região onde o envase é feito. 

Seja qual for a forma de transporte – a granel ou em cilindros –, o fornecimento tempestivo e seguro de gases medicinais depende, portanto, da existência de logística e infraestrutura em distâncias mínimas das unidades a serem abastecidas, para que seja operacionalmente viável. 
A destinação da produção se volta para o atendimento dos setores industrial e medicinal, respeitando as exigências das autoridades sanitárias. 

Segundo a entidade, o volume de produção é dimensionado para a melhor eficácia possível, conforme demandas do mercado, como em qualquer segmento industrial. 

Demandas inesperadas, envolvendo grandes volumes – como o caso de Manaus, por exemplo –, são sempre complexas de serem atendidas, por envolverem instalações de grande porte, cuja construção, entre o projeto até início de produção, pode demorar mais de um ano. O aumento de volume de produção sempre exige um estudo bastante complexo, pois é preciso considerar a capacidade nominal da planta e outras variáveis envolvidas (técnicas e financeiras). 

A Abiquim afirma que o setor vem monitorando e tentando se adaptar da melhor forma possível desde o início da pandemia de Covid-19, com base em informações das demandas de saúde. 

“Tanto que, na primeira fase da pandemia, o setor não registrou falta de oxigênio e outros gases medicinais, que além do próprio insumo, incluem o óxido nitroso, o ar medicinal, o dióxido de carbono, o óxido nítrico, entre outros”. Mas que no caso da situação emergencial atual, “as dificuldades de atendimento são menos ligadas à capacidade produtiva e muito mais relacionadas à uma nova onda extraordinária de alastramento da pandemia edesafios de logística”. 

As usinas e centros de enchimento das associadas da Abiquim, informa a entidade, estão distribuídos pelo País conforme necessidades de consumo dos serviços de saúde, públicos ou privados. As situações de consumo atípico poderiam ser supridas por outras instalações no país, mas as dificuldades logísticas de algumas regiões tornam esta distribuição mais demorada e complexa.

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