Câmara de Mogi critica fechamento de salas de aulas na escola Paulo Ferrari
A informação sobre fechamento de classes na Escola Estadual Paulo Ferrari Massaro, em Jundiapeba, repercutiu na Câmara Municipal, que se posicionou contra a medida e pediu que o Governo do Estado e a Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Mogi das Cruzes reavaliem a situação para evitar prejuízos aos alunos da unidade. O apelo para […]
19/03/2022 14h35, Atualizado há 53 meses
A informação sobre fechamento de classes na Escola Estadual Paulo Ferrari Massaro, em Jundiapeba, repercutiu na Câmara Municipal, que se posicionou contra a medida e pediu que o Governo do Estado e a Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Mogi das Cruzes reavaliem a situação para evitar prejuízos aos alunos da unidade.
O apelo para que não haja o fechamento de classes na Escola Paulo Ferrari foi feito por meio de uma moção apresentada pela vereadora Inês Paz (PSOL) e pelo vereador Eduardo Otta (PODE), aprovada por unanimidade durante a sessão desta quarta-feira (16).
O documento relata que há uma determinação do governo para que sejam fechadas quatro classes de aula na escola, uma medida muito criticada por Inês, na Câmara. Ela alega que o fechamento está acontecendo por conta da falta de planejamento do Estado na implantação do ensino de tempo integral, sistema implementado na escola, segundo ela, “sem nenhum diálogo” com a comunidade.
De acordo com a vereadora, que tem acompanhado de perto a situação, tem muitos casos de alunos que estão pedindo transferência porque trabalham e não têm condições de conciliar o estudo com o horário do expediente, ocasionando um esvaziamento nas salas de aula.
A vereadora alega que muitos deles querem mudar para o curso noturno, mas não tem vagas suficiente para atender a demanda no distrito. Ela pede que tudo seja feito com planejamento e que sejam mantidas todas as salas abertas. Também cobra a abertura de um diálogo com a DRE sobre o assunto.
Os argumentos foram reforçados pelo vereador Eduardo Ota. “Não é o momento de fechar salas”, ressaltou. Ele disse ainda que “é preciso encontrar uma saída para que os alunos e professores não sejam prejudicados”.
Outra que se manifestou a respeito foi a vereadora Malu Fernandes (SD). “O próprio Grêmio Estudantil da Escola tem se mobilizado para que a Diretoria de Ensino reveja essa decisão. Por mais que o programa de ensino integral seja uma política pública positiva, dependendo da forma que for conduzida, pode afastar alunos e contribuir para o abandono e evasão escolar”, observou.
Estado
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) alega que, após o primeiro mês de aulas, foi identificado número baixo de alunos em algumas turmas da EE Paulo Ferrari Massaro, que serão remanejados para outras salas da mesma escola.
“A movimentação visa o melhor aproveitamento dos espaços da unidade e não acarretará superlotação, uma vez que todas as classes da rede estadual respeitam o módulo previsto na resolução SE n° 02/2016”, reforça, em nota encaminhada a O Diário.
Segundo a Pasta, a unidade citada integra o Programa de Ensino Integral (PEI), por adesão e defesa da comunidade. Os estudantes que optaram por não participar do programa estão matriculados em escolas da região de tempo parcial.
Legistas
Na sessão de quarta-feira, também foi aprovada pela Câmara Municipal, uma moção apresentada pelo vereador Juliano Botelho (PSB), que faz um apelo ao Estado para que seja feita a contratação de médicos legistas para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
De acordo com Botelho, a unidade do IML conta atualmente com poucos profissionais para atender a alta demanda, o que resulta “no retardo na liberação dos corpos e na sobrecarga dos profissionais do Instituto”.
O documento, aprovado por unanimidade no Legislativo, será encaminhado ao governador João Doria (PSDB) e ao secretário estadual de Saúde, Jean Carlos Gorinchteyn.