Bebê prematuro extremo tem alta após três meses na UTI em Mogi
Nesta quinta-feira (14), o pequeno Henry de Jesus Vargas foi para casa com a mãe dele Alecsandra de Jesus Dias e o pai, Maicon Leite Vargas depois de ter ficado mais de três meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital e Maternidade Mogi-Mater, em Mogi das Cruzes. Prematuro extremo, o bebê nasceu […]
14/01/2021 20h20, Atualizado há 67 meses
Nesta quinta-feira (14), o pequeno Henry de Jesus Vargas foi para casa com a mãe dele Alecsandra de Jesus Dias e o pai, Maicon Leite Vargas depois de ter ficado mais de três meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital e Maternidade Mogi-Mater, em Mogi das Cruzes.
Prematuro extremo, o bebê nasceu com pouco mais de um quilo, mas se recuperou, ganhou peso, medida e já pode desfrutar do carinho familiar. A equipe do hospital comemorou com o Corredor da Alegria, uma festa para esse verdadeiro milagre da vida.
Segundo conta a mãe Alecsandra, que também tem outros dois filhos (Arthur, de 14 anos e Eduardo, de 4 anos), a gestação caminhava normal até os seis meses quando, de repente, a bolsa de líquido amniótico estourou. “Foi um sufoco. Ainda falta três meses para ele nascer e a minha bolsa rompeu. Ficamos desesperados e corri para o Mogi-Mater, onde fiquei internada. Os médicos tentaram segurar, mas o Henry teve que nascer antecipadamente”, lembra a paciente.
O bebê nasceu com 1,03 quilos e 36 centímetros apenas. De acordo com a pediatra e gerente de práticas médicas do hospital, Sandra Henriques, com esse tempo de gestação o corpo da criança já está formado, mas os pulmões ainda não estão desenvolvidos completamente.
“O Henry nasceu como um prematuro extremo. Ele ficou na UTI Neo e recebeu cuidados intensivos neonatais, ventilação mecânica, além de medicamentos necessários e cuidado especializado de equipe multidisciplinar. Agora ele está ótimo e pronto para ir para casa”, explicou a médica, relatando que o Henry deixa o hospital com 3.305 quilos e 50 centímetros, muito diferente de quando nasceu.
Para Alecsandra, a alta médica do Henry é um milagre. “Eu fiquei desesperada, achei que ia perder meu filho. A vida na UTI Neo é uma montanha russa. Um dia a gente fica arrasada, principalmente quando ele teve uma grave pneumonia. No outro a gente comemora cada pequena vitória. Meu marido me apoiou muito porque eu só chorava e também contei com o suporte de todos os profissionais do hospital que cuidaram dele e de mim com muito amor. Essa saída, hoje, é milagrosa e só tenho que agradecer a Deus por isso”, salientou a mãe, pedindo para que as outras mães que passam pela mesma situação “tenham fé”.