Comitiva da causa animal verifica denúncias de abandono e maus-tratos no Dr Arnaldo
Lideranças políticas da cidade e da região que atuam em defesa da que causa animal no Estado estiveram no Hospital Dr Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, na tarde desta sexta-feira (18) para verificar denúncias de abandono e maus-tratos aos animais que vivem no entorno da unidade, localizada no distrito de Jundiapeba. A comitiva formada pelo deputado estadual […]
20/03/2022 08h04, Atualizado há 53 meses
Lideranças políticas da cidade e da região que atuam em defesa da que causa animal no Estado estiveram no Hospital Dr Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, na tarde desta sexta-feira (18) para verificar denúncias de abandono e maus-tratos aos animais que vivem no entorno da unidade, localizada no distrito de Jundiapeba.
A comitiva formada pelo deputado estadual delegado Bruno Lima (PP) e vereadores Fernanda Moreno (MDB) de Mogi das Cruzes, Regiane de Castro (Podemos) e Marcel Pereira da Silva (PTB), de Suzano, foram até o local para apurar os motivos que levaram a direção do Hospital Dr. Arnaldo a proibir Organizações não Governamentais (Ongs), protetores e colaboradores a alimentarem ou prestar assistência médica aos cães que vivem no local
O grupo de parlamentares foi recebido por integrantes da diretoria administrativa do Hospital. O deputado explicou que recebeu a informação de que a diretoria técnica distribuiu um comunicado proibindo funcionários de fornecerem alimentação aos animais, sob risco de serem penalizados administrativamente.
“Além disso, representantes de Ongs e protetores que residem na região, foram proibidos de adentrar na área para assistir os animais, o que é um absurdo. Deixar animais com fome e sede é maus tratos. Viemos aqui para entender o motivo”, comentou Bruno Lima, que há alguns dias apresentou requerimento pedindo informações a respeito do caso na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
A vereadora Fernanda Moreno (MDB) conta que também “estranhou” a decisão da diretoria técnica do hospital, observando que o trabalho voluntário de assistência aos animais que circulam nesta comunidade acontece desde 2013. “Havia um consenso. Protetores, Ongs e alguns voluntários se revezavam para acesso a tratamento veterinário e castração. Havia a necessidade de ampliar o trabalho com os animais, principalmente uma política de castração, o que não aconteceu”, explicou.
Na opinião da vereadora, “decidir assim suspender tudo é no mínimo, um retrocesso”. Ela disse que entende que se trata de uma região hospitalar que é ampla, mas acredita que, “com boa vontade”, é possível implantar uma política de bem-estar das pessoas e dos animais. “Para estes, criar política de identificação, vacinação, castração para posterior doação”, completou Moreno.
Os representantes do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti se comprometeram a trabalhar em conjunto com os parlamentares para implantar políticas públicas em favor dos animais.
Defesa
A Secretaria de Estado da Saúde informa que estuda alternativas para a situação do abandono de animais que ocorre na área do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti.
A pasta afirma ainda que “não procede a informação de proibição para alimentar os animais”, mas alega que há orientações que levam em consideração o atendimento hospitalar.
“A unidade preza sempre pela qualidade do serviço prestado no SUS, pela manutenção da vida, pela segurança de pacientes e funcionários e o bem-estar animal, com atenção às normas da vigilância sanitária.
Importante ressaltar que a unidade possui profissionais de Assistência Social que realizam visitas aos moradores da região e orientam quanto ao risco do abandono de animais”, reforça em nota encaminhada a O Diário.