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Encontro religioso na Câmara de Mogi causa reação nas redes sociais

As imagens de um evento evangélico realizado na Câmara de Mogi, com a participação de vereadores e do prefeito Caio Cunha (PODE), que permanece ajoelhado durante a oração, tiveram repercussão nas redes sociais, com muitos comentários que dividem opiniões. Muitos internautas consideram válida a demonstração de fé e outros questionam a postura do prefeito e […]

Por O Diário
05/02/2021 17h10, Atualizado há 66 meses

As imagens de um evento evangélico realizado na Câmara de Mogi, com a participação de vereadores e do prefeito Caio Cunha (PODE), que permanece ajoelhado durante a oração, tiveram repercussão nas redes sociais, com muitos comentários que dividem opiniões.

Muitos internautas consideram válida a demonstração de fé e outros questionam a postura do prefeito e da Câmara por permitir o evento em um espaço que deveria ser considerado laico. O fato é que as imagens viraram até mesmo memes na internet.

Entre os comentários, destaca-se a lembrança feita por internautas de outros eventos religiosos, realizados em administração passadas, na Prefeitura e na Câmara, como as festas do Divino Espírito Santo e da padroeira, de Mogi das Cruzes, quando a presença de líderes relligiosos católicos, não provocou polêmica – ao contrário, do que ocorreu com o culto evangélico.

Segundo a Câmara de Mogi das Cruzes o espaço foi liberado pelo presidente da Câmara, Otto Flores Rezende a pedido do vereador Juliano Botelho (PSB), para a realização de uma “reunião de trabalho”, no auditório Vereador Tufi Elias Andery, na última segunda-feira (1º de fevereiro).

Porém, como o presidente está com uma política de enxugamento de gastos, ele não havia autorizado horas extras de funcionários administrativos, motivo pelo qual não havia operador de som e nem outros servidores no local durante a reunião.

O vereador Juliano Botelho garante que os participantes “fizeram apenas uma oração no final do encontro”. Como não foi gravado e/ou filmado, a Câmara alega que não é possível comprovar se aconteceu mesmo um culto.

Para essa reunião, segundo Botelho, foram convidados diversos pastores, muitos deles apoiadores da reeleição de Marcus Melo (PSDB), que queriam uma aproximação maior com o prefeito para discutir questões como isenção de impostos, já que essa solicitação tem que ser feita ainda em fevereiro.

Além de Juliano e Caio Cunha, também estavam presentes o pastor Osvaldo Silva (Republicanos), além do festeiro do Divino, o vereador Maurinho de Assis Margarido (PSDB), o Maurinho do Despachante.  

A reportagem entrou em contato com a assessoria do prefeito para saber se ele quer se posicionar sobre o assunto e aguarda uma resposta.

 

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