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Escola suspende aula após aluno quebrar móveis e ameaçar estudantes em Mogi

Um aluno matriculado no período da tarde invadiu uma escola estadual do Conjunto Santo Ângelo, por volta das 13 horas desta quinta-feira (30), e destruiu materiais nos corredores e páteo. Não é a primeira vez que o adolescente, que poderá ser punido, usa de violência segundo informou uma estudante ouvida por O Diário. O Diário […]

Por O Diário
30/03/2023 17h29, Atualizado há 40 meses

Um aluno matriculado no período da tarde invadiu uma escola estadual do Conjunto Santo Ângelo, por volta das 13 horas desta quinta-feira (30), e destruiu materiais nos corredores e páteo. Não é a primeira vez que o adolescente, que poderá ser punido, usa de violência segundo informou uma estudante ouvida por O Diário.

O Diário solicitou informações à Secretaria Estadual de Educação. Em nota, a Pasta informou que “tomou todas as providências imediatas para tranquilizar a comunidade escolar, garantindo a segurança de alunos, professores e funcionários, sem interromper aulas. O boletim de ocorrência será registrado e autoridades de segurança pública estão no local”. 

A estudante, que terá o nome preservado, informa que esta é a quarta vez que o aluno entra na escola com canivete e faca para ameaçar desafetos. Ele estuda no período das 14h30 às 21h30. Ontem (quarta-feira, 29), segundo relato da joven, ele teria ido à escola com uma faca e uma rosa, “dizendo que era para colocar no corpo de uma pessoa”. Hoje, ele retornou, acessando a unidade por um muro, quando os alunos do turno da manhã ainda estavam em aula.

Houve susto e as portas das salas foram trancadas até a saída do aluno da escola.

O estudante revirou imóveis e cadeiras do lugar e não foi contido, segundo relatos de estudantes. Ele deixou a escola após promover a confusão.

Nas redes sociais, fotografias de cadeiras e objetos revirados e dos pais na porta da escola para buscar os filhos são compartilhadas pela comunidade escolar.

À reportagem, a aluna conta que se sente insegura porque outros registros graves têm acontecido em outras escolas. “Eu tenho medo porque a gente não tem como sair correndo. O portão fica fechado, o único meio seria subindo no telhado”, comenta.

Segundo ela, o estudante teria distúrbios psicológicos. 

Desde a morte da professora Elisabeth Tenreiro, no inicio desta semana, na EE Thomázia Montoro, na Vila Sonia, em São Paulo, confusões e relatos sobre alunos portando armas começaram a surgir em algumas cidades paulistas.

Em Mogi das Cruzes mesmo, um caso que ocorreu fora de uma escola estadual no bairro da Porteira Preta acabou sendo registro em um boletim de ocorrência, após a Ronda Escola e o Conselho Tutelar terem sido acionados pelos funcionários do estabecimento.

Em resposta ao caso, a Secretaria de Estado de Educação destacou que “dirigentes de ensino e autoridades policiais atuam em todas as regiões do estado para conscientizar comunidades escolares e identificar qualquer tipo de ameaça. O Gabinete Integrado de Segurança e Proteção Escolar promove estudos permanentes sobre casos de violência nas regiões escolares, além de estratégias para conter ameaças e fomentar a cultura da paz”.

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