Estrada das Varinhas, em Mogi, registra acidentes fatais
Somente neste ano, ao menos duas mortes foram registradas na rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves (SP-39), conhecida como estrada das Varinhas, em Mogi das Cruzes. No caso mais recente, um missionário europeu andava de bicicleta, quando foi atropelado por um caminhão e morreu. A via já chegou a contar com um radar, que foi […]
16/05/2022 11h51, Atualizado há 51 meses
Somente neste ano, ao menos duas mortes foram registradas na rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves (SP-39), conhecida como estrada das Varinhas, em Mogi das Cruzes. No caso mais recente, um missionário europeu andava de bicicleta, quando foi atropelado por um caminhão e morreu. A via já chegou a contar com um radar, que foi retirado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Mas, outros problemas também são encontrados na estrada.
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O ex-vereador e morador de Jundiapeba, Expedido Ubiratan Tobias, faz caminhadas diárias no local e tem sido fiscalizador da via, que o preocupa. Nos últimos dias, até mesmo os guardrails – que deveriam levar segurança aos motoristas – estão com pedaços quebrados, com parte da estrutura em falta.
“A estrada parece que foi abandonada, porque tem problema e ninguém faz nada. O radar eletrônico precisava ser implantado com urgência, mas também caberiam lombadas. Até mesmo a iluminação não tem recebido manutenção e a estrada fica no escuro, o que é muito perigoso para ciclistas e pedestres”, comenta.
Em fevereiro deste ano, a Câmara Municipal chegou a enviar uma moção para o Estado, solicitando a duplicação da via, além de outras melhorias. A Estrada das Varinha tem sido cada vez mais utilizada na cidade. Muitos motoristas que vão para o litoral utilizam a rodovia para fugir do trânsito ou até mesmo do posto da Polícia Rodoviária que fica na Mogi-Bertioga.
Mas, assim como a reportagem de O Diário, a Câmara de Mogi não chegou sequer a receber uma resposta por parte do DER.
Em janeiro, um acidente na Estrada das Varinhas deixou cinco vítimas, sendo que uma delas morreu.
“Em 2014, quando a seleção da Bélgica ficou hospedada na cidade por conta da Copa do Mundo, estava tudo muito bem cuidado. Mas depois, foi tudo abandonado. Os bairros do entorno também estão crescendo, ainda tem o Hospital Dr. Arnaldo, que muita gente trabalha lá. Então, é realmente uma via movimentada, que precisa de cuidados, senão esses atropelamentos não vão parar de acontecer”, reivindica Tobias.