Caio Cunha entrega relatório sobre situação financeira da Prefeitura à Câmara
O prefeito Caio Cunha (PODE) entregou relatório com as informações sobre a situação financeira da Prefeitura de Mogi das Cruzes ao presidente do Legislativo, Otto Flores Rezende, na tarde desta terça-feira (2), durante a visita dele à Câmara, para dar as boas-vindas aos vereadores, e reforçar a intenção de atuar em parceria com a Casa […]
02/02/2021 18h53, Atualizado há 66 meses
O prefeito Caio Cunha (PODE) entregou relatório com as informações sobre a situação financeira da Prefeitura de Mogi das Cruzes ao presidente do Legislativo, Otto Flores Rezende, na tarde desta terça-feira (2), durante a visita dele à Câmara, para dar as boas-vindas aos vereadores, e reforçar a intenção de atuar em parceria com a Casa em projetos que possam promover o desenvolvimento da cidade e melhorar a qualidade de vida da população.
O acolhimento foi caloroso por parte dos parlamentares, que demonstram disposição em promover essa parceria, deixando de lados as disputas políticas e questões partidárias. Todos fizeram questão de se manifestar para reforçar esse pacto. Alguns aproveitaram para apresentar demandas de melhorias em bairros, periferia, esportes, educação e outras questões abordadas pelos legisladores que representam os mais diversos segmentos da cidade.
Logo após a entrega do relatório financeiro, com informações que ainda não foram repassadas à imprensa, o prefeito iniciou seu discurso lembrando sua trajetória política na Câmara e falou do relacionamento dele com cada um dos 23 vereadores presentes em plenário, tentando dar um tom de descontração.
“Tenho me pautado pela ética e retidão. Meu mandato será pautado em cima disso e queremos um Legislativo parceiro para realizar esse trabalho em Mogi. Temos uma grande e imensa oportunidade de fazer as mudanças que a população deseja na educação, na saúde e nas relações entre os poderes. O momento de crise é de oportunidade. Fomos escolhidos pelo povo e por Deus para estarmos aqui representando cada nicho da sociedade que escolheu a nossa cidade para viver e elegeu representantes de cada segmento, com diversidade”, destacou.
Ele disse que estará à disposição para atender os chamados de vereadores a fim de resolver problemas e corrigir a cidade, que é de todos e não de partidos a ou b. “E é com essa convicção que venho celebrar a tarde de hoje como um novo ciclo. A Câmara teve mais de 60% de renovação e a sociedade escolheu mudanças de governo porque deseja algo novo, diferente, e é a oportunidade que temos de fazer melhor e diferente, sem querer comparar e dando o melhor”, completou.
Todos os vereadores acenaram de forma favorável às declarações do prefeito. Pedro Komura (PSDB) aproveitou para pedir apoio à área esportiva e Marcos Furlan solicitou a implementação da lei de incentivo aos esportes; Fernanda Moreno destacou problemas com a pandemia e causa animal; Inês Paz solicitou atenção especial às escolas para planejar o retorno à aulas, além de sugerir maior debate sobre o projeto +Mogi Ecotietê.
Outros temas tratados pelo prefeito referem-se à contratação de 17 novos médicos para atender a demanda e evitar impactos negativos na rede de básica de saúde com o fechamento do Hospital Luzia de Pinho Melo.
Assim que Cunha deixou o plenário, a sessão seguiu com a deliberação de projetos. Mas, na última hora, a mesa diretiva mudou o planejamento e não fez a leitura do pedido de cassação do prefeito que deveria ser lido e votado hoje (2). Também foi adiada a formação das comissões permanentes da Casa, porque segundo o presidente, não houve consenso na composição da Comissão de Justiça e Redação.
O policial Maurino (PODE), primeiro-secretário da mesa, solicitou que o pedido de cassação de Cunha seja analisado primeiramente pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara, mas como ela ainda não foi criada, este processo deve demorar cerca de 15 dias.