Fim da passagem da Dr Deodato afeta moradores do Mogilar
A possibilidade de a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) fechar a passagem de nível da rua Dr Deodato Wertheimer preocupa especialmente a Associação dos Moradores do Mogilar, como destaca o presidente da entidade, José Arraes. De acordo com Arraes, que esteve presente na reunião realizada na quinta-feira (24), na Igreja Manancial da Fé, junto […]
25/03/2022 16h36, Atualizado há 53 meses
A possibilidade de a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) fechar a passagem de nível da rua Dr Deodato Wertheimer preocupa especialmente a Associação dos Moradores do Mogilar, como destaca o presidente da entidade, José Arraes.
De acordo com Arraes, que esteve presente na reunião realizada na quinta-feira (24), na Igreja Manancial da Fé, junto com entidades representativas do comércio, usuários e lideranças políticas da cidade, “a Associação do Mogilar está preocupada com os habitantes do bairro, com a sua mobilidade, com o conforto e praticidade de acesso não só ao comércio central, mas aos empregos e aos trabalhos dos habitantes do bairro”.
Durante o encontro, que contou com a participação do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), o representante da Associação do Mogilar também falou sobre os problemas que os moradores enfrentam “com a falta de prestígio de diversos prefeitos” no que se refere a passarela Bento Antônio de Oliveira, que liga a rua Padre João à Tenente Alcides Machado, acesso que os moradores preferem não usar após às 18 hs por falta de segurança.
No encontro que tratou do assunto, as lideranças, entidades e moradores do bairro demonstraram preocupação com a possibilidade de uma segregação do bairro se CPTM seguir com essa proposta de fechar o acesso para pedestres, com um lado da cidade prosperando e crescendo e outro lado o bairro enfraquecido com fechamento de comércio, desvalorização de imóveis e abandono.
Se o acesso da Deodato for realmente fechado, os pedestres vão ter que dar uma volta e ir até o acesso da rua Cabo Diogo Oliver, na Sacadura Cabral, para fazer a transposição da linha.
O deputado Bertaiolli, que era prefeito de Mogi em 2015, quando foi construído o Complexo Viário Tirreno da Sam Biagio, passando por baixo da linha férrea, na estação central, visando a melhoria do trânsito, distribuiu um documento na reunião destacando que havia um compromisso da CPTM em construir passarelas para pedestres como alternativa para o fechamento da Dr Deodato, e é o que se espera agora.
O documento que fala sobre esse compromisso, segundo o parlamentar, foi encaminhado à CPTM. Ele disse que conversou sobre o assunto com os diretores da estatal, que teriam demonstrado disposição em rever o caso.
O prazo para que a CPTM responda ao pedido do parlamentar se encerra no dia 15 de abril, data em que já foi agendada uma nova reunião para tratar do assunto, no mesmo local.
De acordo com Arraes, ficou acertado na reunião do último dia 24, e proposto pelo deputado, que será feita uma petição em conjunto com a Associação do Mogilar e a Associação Comercial, reforçando o pedido para a manutenção do acesso. Se CPTM não se manifestar até o dia 15 de abril, todos assinarão o documento para dar entrada judicialmente contra a medida.
A Câmara de Mogi também está mobilizada contra a medida. Nesta semana, o Legislativo aprovou a instituiçao de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para acompanhar o processo e pressionar o governo do Estado contra a possibilidade do fechamento definitivo da cancela.
Posicionamento
A CPTM alega que o fechamento da passagem de nível é necessário para garantir maior segurança aos pedestres e também para reduzir os horários de intervalo entre os trens.
Ao ser questionada pela reportagem de O Diário a respeito da mobilização da cidade contra a medida, a autarquia explica que mesmo com o processo para fechamento da passagem em nível acordado em reunião realizada em 7 de janeiro entre a companhia, a Prefeitura e a Secretaria de Transportes do município e consignado na Justiça, a CPTM “tem se mostrado sensível às solicitações de adiamento do fechamento da passagem em nível para pedestres” na rua Deodato Wertheimer, a cerca de 150 metros da Estação Mogi das Cruzes.
A CPTM afirma ainda, em nota, que tem realizado estudos e busca ativamente por uma solução que contemple os desejos da comunidade local e, ao mesmo tempo, as necessidades de operação da linha. “Assim que validada técnica e orçamentariamente, a solução será comunicada”, reforça.