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Grupos de sem-teto e desocupados levam problemas para o Mogilar

A presença de um grupos de sem-teto e pessoas desocupadas na região localizada entre a passarela Bento Antonio de Oliveira e a praça Francisco Godói Cintra, proximidades do muro da linha férrea, no bairro do Mogilar, tem causado muitos problemas aos moradores daquele ponto de Mogi. Depois de muitos apelos isolados às autoridades, os moradores […]

Por O Diário
25/09/2021 09h31, Atualizado há 59 meses

A presença de um grupos de sem-teto e pessoas desocupadas na região localizada entre a passarela Bento Antonio de Oliveira e a praça Francisco Godói Cintra, proximidades do muro da linha férrea, no bairro do Mogilar, tem causado muitos problemas aos moradores daquele ponto de Mogi.

Depois de muitos apelos isolados às autoridades, os moradores resolveram se unir num abaixo-assinado que deverá ser enviado ao prefeito Caio Cunha (PODE) e à Polícia Militar, com pedidos de providências para a situação que só piora a cada dia que passa.

Segundo moradores que pedem para não ser identificados, durante a maior parte do dia, os grupos com mais de 20 pessoas permanecem junto à esquina das ruas João Garcia e Tenente Alcides Machado, onde abordam pessoas que se utilizam da passarela, exigindo cigarros, dinheiro, ou até mesmo a divisão de alguma coisa que elas estejam conduzindo. As abordagens chegam a ser ameaçadoras.

No final da tarde e à noite, parte deles se agrupam sob marquises de algumas lojas das proximidades, enquanto outros chegam a utilizar barracas improvisadas que ocupam  a área da praça Francisco Godói, entre as ruas Dirceu Alves Rodrigues e Caio Tulio Geraldo Brandão.

“É muito álcool e drogas, além de brigas e palavrões. Eles não respeitam ninguém. Praticamente tomaram conta daquela região do Mogilar e ninguém toma qualquer providência”, diz um morador, relatando que dias atrás, uma senhora já idosa quase foi assaltada ao sair de sua casa por um dos desocupados que a ameaçou com uma tesoura.

“Eu alugo um imóvel localizado nas proximidades da praça. E depois que essas pessoas passaram a ocupar aquela região, tive de concordar em baixar o aluguel, sob pena de o inquilino ir embora, porque também não está suportando mais tanta baderna nas proximidades”, conta outro morador. Segundo ele, o aluguel do imóvel de R$ 2.800,00 teve de ser renovado por R$ 2 mil. “Os imóveis estão se desvalorizando e as autoridades não tomam providências”, afirmou ele.

Moradoras, principalmente as mais idosas, estão evitando deixar suas casas, com medo de serem abordadas de maneira mias violenta por usuários de drogas mais pesadas e,especialmente, álcool.

A julgar pela descrição dos moradores do Mogilar, os integrantes desses grupos se assemelham aos que ocuparam, durante muito tempo, o Largo Bom Jesus, no centro de Mogi e que, depois da ação da Secretaria de Promoção Social e Guarda Municipal, se transferiram para a praça João Batalha, no Shangai, seguindo depois para o início da avenida Francisco Rodrigues Filho, no Mogilar. Ali, uma parte dos grupos permanece dormindo sob a marquise do prédio onde, no passado, funcionou o Bingão do União,  enquanto outros passaram a ocupar, durante a noite, as proximidades de lojas comerciais das proximidades da praça Francisco Godói e a própria praça com suas barracas improvisadas.

Os moradores insistem no pedido de ajuda às autoridades mogianas “para que possamos ter um pouco mais de sossego e tranquilidade, já que hoje estamos reféns dentro de nossas próprias casas”, diz uma senhora , temerosa com o futuro daquela região, até então bastante calma do bairro.

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