Câmara aprova proibição do plantio da árvore Spathodea Campanulata
O plantio da árvore Spathodea Campanulata, conhecida como Espatódea, Bisnagueira, Tulipeira-do-Gabão, Xixi-de-Macaco ou Chama-da-Floresta, deve passar a ser proibido em Mogi das Cruzes. Até mesmo as que já existem em diversos locais do município podem ser removidas trocadas por outras espécies de plantas. Um projeto de lei que proíbe que no município a produção de […]
01/10/2021 18h43, Atualizado há 59 meses
O plantio da árvore Spathodea Campanulata, conhecida como Espatódea, Bisnagueira, Tulipeira-do-Gabão, Xixi-de-Macaco ou Chama-da-Floresta, deve passar a ser proibido em Mogi das Cruzes. Até mesmo as que já existem em diversos locais do município podem ser removidas trocadas por outras espécies de plantas.
Um projeto de lei que proíbe que no município a produção de mudas e o plantio de árvore foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da Câmara de Mogi das Cruzes, na sessão de quarta-feira (29)
A vereadora Fernanda Moreno (MDB), autora do projeto, alega que se trata de uma espécie que prejudica a polinização das abelhas. Segundo ela, apesar de ser árvore majestosa e ter flores bonitas que chamam atenção, é uma planta muito invasiva, que possui raízes pouco profundas e que apresentam frequentes casos de queda de galhos, tomando-a perigosa nos centros urbanos.
Ele disse que foi alertada sobre os riscos da espécie durante um encontro para discutir questões relacionadas a causa animal e ao meio ambiente. A partir daí começou a pesquisar e constatou que a árvore é prejudicial
As flores da espécie, como explica Moreno, possuem alcaloides tóxicos que causam alucinações aos seres humanos e são letais para as abelhas e beija-flores. “É uma árvore invasora nativa da África, que por conta da beleza foi trazida para o Brasil e virou uma praga, principalmente para as nossas abelhas”, esclarece.
O vereador Marcos Furlan (DEM), que também presidente do Náutico Mogiano, disse também fez pesquisas sobre os problemas que problemas provocados pela árvore porque tem diversos exemplares da espécie plantadas no clube
“A flor que essa árvore produz acaba matando as abelhas. É um projeto muito bem pensado, e as pessoas não sabem o quanto essa árvore é prejudicial”, reforçou. Ele não confirmou, porém, se vai ou não remover as que estão plantadas no Náutico
A proposta do projeto, é para que as espécies já existentes no Município sejam substituídas gradativamente por espécies nativas. A iniciativa ainda prevê que o descumprimento da lei sujeitará o infrator ao pagamento de multa, no valor de 5 UFMs (Unidades Fiscais do Município) por planta ou muda produzida, a ser aplicada em dobro no caso de reincidência.
A matéria ainda depende da aprovação do prefeito Caio Cunha (PODE) para ser tornar lei. Ele pode vetar total ou parcialmente o projeto, ou aprovar e encaminhar para que o presidente da Câmara, Otto Rezende (PSD) promulgue a nova legislação.