Médicos de Mogi divergem sobre a vacinação contra a Covid-19
O Diário ouviu dois geriatras de Mogi das Cruzes, que têm opiniões divergentes sobre a vacinação contra a Covid-19. Confira baixo: A favor Mesmo sem comorbidades, pessoas acima de 65 anos têm funções renais, cardíacas, pulmonares e hepáticas reduzidas, por isso, o geriatra e reumatologista Jouko Petteri Vesantera aconselha a vacinação contra a Covid-19 […]
15/01/2021 18h34, Atualizado há 67 meses
O Diário ouviu dois geriatras de Mogi das Cruzes, que têm opiniões divergentes sobre a vacinação contra a Covid-19. Confira baixo:
A favor
Mesmo sem comorbidades, pessoas acima de 65 anos têm funções renais, cardíacas, pulmonares e hepáticas reduzidas, por isso, o geriatra e reumatologista Jouko Petteri Vesantera aconselha a vacinação contra a Covid-19 para diminuir as consequências a estes pacientes.
“Os órgãos de um idoso já funcionam com menor intensidade do que aqueles de uma pessoa mais nova, então, é importante prevenir. Vacinar-se não quer dizer que a pessoa não vá pegar a doença, mas se pegá-la, será mais leve”, explica.
Ele destaca que idosos com diabetes, pressão alta e outras doenças crônicas devem ter atenção redobrada e que todos precisam manter os cuidados para prevenir a doença, como distanciamento social e uso de máscara e de álcool gel, após a vacinação.
Contra
O curto tempo de estudos e testes para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 preocupa o endocrinologista e geriatra Luiz Antonio Ribeiro, que recomenda medidas preventivas como consumo de vitaminas, prática de exercícios físicos, alimentação saudável, isolamento social, uso de máscaras e de álcool gel, além do tratamento precoce da doença.
“Aos primeiros sintomas, o paciente deve procurar um médico que dê protocolo e iniciar o uso de medicamentos o quanto antes, porque não se trata de uma pandemia de brotoeja cor de rosa, mas de um vírus que mata. Mas também não sinto segurança em indicar uma vacina que não segue o protocolo normal de estudos e testes, que é de cerca de 8 anos, porque a ciência tem errado muito”, justifica.