Moradores de Sabaúna reivindicam melhorias nas áreas de segurança, saúde e turismo
A Comissão de Transporte e Segurança Pública da Câmara de Mogi realizou uma audiência pública em Sabaúna, na noite desta quarta-feira (23), para discutir demandas dos moradores relativas a fiscalização, trânsito, policiamento, mudanças nas linhas de ônibus e melhorias na infraestrutura para estimular o turismo no distrito. A reunião contou com a participação do […]
24/03/2022 16h21, Atualizado há 53 meses
A Comissão de Transporte e Segurança Pública da Câmara de Mogi realizou uma audiência pública em Sabaúna, na noite desta quarta-feira (23), para discutir demandas dos moradores relativas a fiscalização, trânsito, policiamento, mudanças nas linhas de ônibus e melhorias na infraestrutura para estimular o turismo no distrito.
A reunião contou com a participação do presidente da Comissão, Iduigues Martins (PT), bem como, dos vereadores Francimário Vieira de Macedo, o Farofa (PL), José Luiz Furtado (PSDB), Marcelo do Brás (PSDB), Edinho do Salão (MDB) e Maurino José da Silva (PODE).
Durante o encontro, os moradores reclamaram que as demandas de Sabaúna não são atuais e que a Prefeitura já foi notificada diversas vezes através de ofícios da Associação dos Amigos de Sabaúna.
Eles destacaram que já há muito tempo estão pedindo a recuperação da Estrada Velha, a instalação de lombadas para reduzir a velocidade do tráfego de ciclistas na descida que dá acesso à principal rua do distrito, além de uma base da Polícia Militar ou da Guarda Municipal.
Segundo eles, com o crescimento populacional e o aumento, desde o início da pandemia, do fluxo de ciclistas que trafegam na região, especialmente nos finais de semana, outros problemas surgiram para os moradores de Sabaúna.
O morador Rodney Paparazissis (Grego) resumiu as demandas atuais em: mudança da placa indicativa do acesso ao distrito para a cor marrom, que significa que ali é uma estância turística; sinalização para ciclistas e redutores de velocidade; posto ou equipe médica disponível durante os fins de semana para atender casos de urgência ou emergência, limpeza das vias, saneamento e manutenção adequada, fechamento da via no trecho situado entre a padaria e nos fins de semana, a exemplo do Minhocão em São Paulo.
Também foi falado sobre problemas com pancadão, funk e até missa, por perturbação da ordem pública devido ao som elevado que tira a paz e o sossego dos munícipes que vivem naquele distrito, considerado zona rural da cidade.
“Outro dia tinha um duelo entre uma charrete tocando pancadão e um veículo tocando funk, muito além das 10h da noite, liguei para a fiscalização e eles vieram, porém, é só virarem as costas que começa tudo novamente. Têm que ser mais coercitivos, convencer a PM a acompanhar a fiscalização para ver se inibe essa gente mal-educada que não respeita os moradores”, denunciou a líder do distrito, Cleide Maria Nogueira Soares.
O morador Paulo Otávio de Sousa (Madureira), queixou-se da altura do som da igreja que atrapalha os jovens que fazem ensino remoto durante o horário das missas. Além de endossar a reclamação feita anteriormente por Cleide, solicitando que Sabaúna volte a ter policiamento ostensivo.
Jeferson Silva de Sousa, atual presidente da Sociedade Amigos de Sabaúna, criticou o transporte e fez coro aos demais moradores reforçando suas reivindicações.
“O transporte em Sabaúna é uma vergonha, quem faz o horário são os motoristas e não a prefeitura, além de tratarem muito mal os usuários do transporte público. Sabaúna também não se comunica com os turistas, não têm sinalização para os ciclistas, não tem policiamento o que faz as pessoas acharem que aqui é terra de ninguém e podem fazer o que quiserem”, exclamou Sousa.
Em resposta, o vereador Farofa explicou que a audiência é um momento que serve para ouvir, acolher as demandas dos munícipes e construir junto as propostas para serem encaminhadas ao prefeito.
O vereador Zé Luiz, por sua vez, lamentou a ausência de um representante da Secretaria de Segurança do município e elucidou o papel dos vereadores de legislar e fiscalizar a atuação do executivo. Disse também que é preciso repensar o distrito a partir do crescimento populacional, do desenvolvimento do polo gastronômico e do aumento no fluxo de turistas, especialmente, nos finais de semana.
Edinho do Salão (MDB) exaltou a importância de realizar uma audiência no distrito de Sabaúna para que seja discutida a cidade como um todo.
“Não é só esse bairro que está abandonado pelo poder público, a cidade inteira está carente, uma cidade milionária que arrecada tanto dinheiro. De que adianta o nosso executivo dizer que economizou 30 milhões? Enquanto a população fica aí sem médico, sem saneamento básico, sem segurança? ”, expressou Marcelo Brás (PSDB).
Maurino (PODE) esclareceu que a falta de policiamento no distrito não é um problema exclusivo da localidade, mas que todo o Estado de São Paulo tem enfrentado os desafios advindos do déficit de policiais civis e militares na Segurança Pública. Ressaltou a necessidade de concurso público para suprir as lacunas de pessoal, ao mesmo tempo em que exaltou a atuação da Guarda Municipal e os investimentos da prefeitura no sentido de formar e equipar a instituição.
“Ninguém pode chegar aqui e prometer que vai fazer e acontecer, o papel do vereador como bem pontuou Zé Luiz (PSDB) é de cobrar e exigir para que o executivo tome as providencias. Daí a importância de termos aqui representantes das secretarias responsáveis pelos serviços que estão sendo demandados”, assegurou Iduigues (PT).
Martins enfatizou ainda que se trata da falta de planejamento, por parte da prefeitura, para acolher as novas necessidades do distrito diante das mudanças pelas quais Sabaúna está passando.
A audiência contou com a participação do representante da Secretaria de Mobilidade Urbana, Claudio Samuel, representando a secretária Cristiane Ayres, que falou sobre as possibilidades de mudanças e adaptações nas linhas de ônibus, desde que haja um consenso da população para a realização de estudos sobre oferta e procura pelo transporte público nas linhas questionadas pelos moradores.