Moradores pedem por infraestrutura na ocupação da Vila São Francisco
Há cerca de um ano e nove meses, no dia 4 de março de 2021, os ocupantes do terreno da Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, começaram a chegar ao local. Desde então, algumas medidas já foram tomadas pela Prefeitura e pela Justiça, que congelou o espaço, proibindo a construção de novas unidades. Ainda […]
12/12/2022 12h41, Atualizado há 44 meses
Há cerca de um ano e nove meses, no dia 4 de março de 2021, os ocupantes do terreno da Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, começaram a chegar ao local. Desde então, algumas medidas já foram tomadas pela Prefeitura e pela Justiça, que congelou o espaço, proibindo a construção de novas unidades. Ainda assim, o número de família cresceu durante esse período e hoje chega a 250.
E nesses quase dois anos de ocupação, as reclamações são as mesmas. Desde que a Prefeitura fechou a entrada com tubos de concreto, os moradores pedem que eles sejam retirados. Eles alegam que a interdição da entrada prejudica atendimentos médicos que precisam ser feitos com urgência a quem mora por lá, já que as ambulâncias não podem passar.
“A Prefeitura não aparece por aqui faz tempo. Nós queremos a liberação dos tubos, mas também precisamos de coisas básicas, como o saneamento e a regularização da água e da luz”, reivindica Luiz Ricardo Alves, que é morador e líder da ocupação.
Outra reclamação dos moradores fica por parte da situação difícil em dias de chuvas, com ruas cheias de água. O líder, inclusive, mostra imagens de uma rua que está tão empoçada que fica sem espaço para os pedestres passarem e é utilizada pelas crianças para irem para a escola.
O outro lado
A Prefeitura afirmou que segue monitorando a situação da área ocupada na Vila São Francisco. A Administração Municipal lembra que o local está congelado pela Justiça, portanto a edificação de novas unidades está proibida e, por isso, vem cumprindo seu papel, com reforço na segurança, para impedir novas ocupações.
Pelo mesmo motivo diz que não é possível a implantação de infraestrutura básica e que defende a desocupação voluntária do local.
Afirmou ainda que o atendimento a urgências e emergências causadas pelas chuvas são prioridades para toda a estrutura da Prefeitura e órgãos de atendimento participantes da Operação Verão. Não houve chamado recente advindo da referida área para a Defesa Civil.
Os telefones para urgências e emergências ligadas às chuvas são o 199, da Defesa Civil, e 153, da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp). Os dois atendem a população 24 horas por dia.