Morre em São Paulo, aos 100 anos, o tenente-brigadeiro Clóvis Pavan
Faleceu no início da tarde desta sexta-feira (18), em São Paulo, o tenente-brigadeiro do ar, Clóvis Pavan, que completou 100 anos de vida no dia 13 de setembro do ano passado. Ele estava internado havia dois meses no Hospital Albert Einstein, na Capital, devido a complicações de saúde decorrentes da idade avançada. Seus familiares, em […]
18/03/2022 14h42, Atualizado há 53 meses
Faleceu no início da tarde desta sexta-feira (18), em São Paulo, o tenente-brigadeiro do ar, Clóvis Pavan, que completou 100 anos de vida no dia 13 de setembro do ano passado. Ele estava internado havia dois meses no Hospital Albert Einstein, na Capital, devido a complicações de saúde decorrentes da idade avançada. Seus familiares, em Mogi das Cruzes, foram surpreendidos pela notícia que chegou logo após o meio-dia.
O militar da reserva da Aeronáutica teve seu passado ligado à cidade, onde ele viveu com os pais, ainda garoto, e mais tarde, como um aliado de Mogi que deu grande ajuda para políticos, como o ex-prefeito Waldemar Costa Filho, especialmente na construção da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Bertioga.
O velório do corpo de Pavan tem início às 14h30 desta sexta e o sepultamento acontecerá logo depois, às 16h30, no Cemitério do Morumbi, localizado na rua Deputado Laércio Corte, , 468, no bairro do Morumbi, em São Paulo
Ligações com Mogi
Às vésperas de o militar completar um século de vida, a coluna Informação, de O Diário, publicou o seguinte texto sobre Clóvis Pavan:
“Ele nasceu em São Paulo, no dia 13 de setembro de 1921, mas tornou-se cidadão mogiano, por merecimento, durante a década de 80, pelo trabalho realizado em favor da cidade. Militar de carreira da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar, Clóvis Pavan, vai completar um século de vida na próxima segunda-feira (13 de setembro de 2021) e ainda mantém fortes vínculos com Mogi, onde ele viveu parte de sua juventude, ao lado dos pais Henrique e Rosária Pavan e dos irmãos Crodowaldo, cientista, catedrático e ex-presidente da SBPC; Lauro, empresário de mineração; Ida, professora e Ana, odontóloga. Com exceção de Ana, os demais já faleceram.
Mas Clóvis ainda costuma vir a Mogi, esporadicamente, trazido por um dos seus três filhos ( Fábio, Márcio – já falecido- e Ana; que deram a ele três netos), para matar saudades de velhos amigos, de familiares como o primo Celso Fiorentino, e visitar o terreno de 4 mil m², localizado na rua Ipiranga, em frente à Padaria Copacabana, onde sua família residiu por muito tempo.
Os Pavan têm história na cidade, com a antiga fábrica de louças situada no terreno que pertencia à família, foi adquirido pela NGK do Brasil e depois repassado à Prefeitura de Mogi, que lá construiu o atual Terminal Central de Ônibus.
A carreira militar, no entanto, estava no sangue de Clóvis, declarado aspirante a aviador pela Escola de Aeronáutica, em 1944, onde foi instrutor e chegou a comandante do Corpo de Cadetes da unidade.
Cedido ao governo do Estado, a pedido do governador Faria Lima, foi secretário de Viação e Obras Públicas entre 1958-60.
Chefiou o Grupo de Transportes Especiais (GTE), como seu primeiro comandante, em Brasília (1961). Cinco anos depois, a convite da Royal Air Force (RAF) da Inglaterra, foi o primeiro cidadão brasileiro a ultrapassar duas vezes a barreira do som em uma aeronave BAC-Lightning.
Clóvis foi comandante da Base Aérea de Brasília e comandou a Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP). Foi ainda comandante do IV Comando Aéreo Regional (Comar), vice-chefe do Estado Maior da Aeronáutica e diretor geral do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento da Aeronáutica até 1983, quando passou para a reserva.
Foi ainda o oficial da Força Aérea que mais tempo serviu com o marechal do ar Eduardo Gomes.
Ocupando cargos tão importantes durante o governo militar, Clóvis pôde dar uma importante ajuda a Mogi, principalmente durante os governos de Waldemar Costa Filho, de quem era grande amigo.
Seu apoio foi especialmente decisivo para que o prefeito conseguisse concluir as obras da ligação rodoviária Mogi-Bertioga, assim como em outras ações que demandassem alguma intermediação junto ao governo federal da época. Sempre muito bem articulado, o oficial da Aeronáutica esteve sempre pronto a ajudar a cidade pela qual sempre demonstrou enorme afeição”.