Bombeiro suspeito de matar jovem à luz do dia em Suzano fica em silêncio durante depoimento
O bombeiro militar Ronaldo da Silva, de 24 anos, suspeito de matar um jovem de 22 anos, na manhã de quinta-feira (3), em Suzano, ficou em silêncio durante o depoimento prestado na noite desta terça-feira (8), segundo a Polícia Civil. Ele foi preso em flagrante, mas ouvido só cinco dias após o crime, porque estava […]
09/12/2020 12h04, Atualizado há 68 meses
O bombeiro militar Ronaldo da Silva, de 24 anos, suspeito de matar um jovem de 22 anos, na manhã de quinta-feira (3), em Suzano, ficou em silêncio durante o depoimento prestado na noite desta terça-feira (8), segundo a Polícia Civil.
Ele foi preso em flagrante, mas ouvido só cinco dias após o crime, porque estava internado no Hospital das Clínicas, em Suzano, depois de ter recebido um tiro na axila de um policial militar à paisana. A reportagem tenta contato com a defesa do bombeiro.
A vítima foi identificada apenas no sábado (5), por um irmão, como sendo Ivanildo Isaias da Silva, de 22 anos. Ele foi sepultado no cemitério São Sebastião, em Suzano, às 15h deste domingo (6).
A ocorrência
O caso aconteceu às 6h39 desta quinta-feira, no entorno da estação ferroviária. Inicialmente, a Polícia Militar (PM) divulgou que a vítima morreu após tentar assaltar o bombeiro, “que interveio e atingiu o criminoso”.
Porém, filmagens de uma câmera de segurança apreendidas por investigadores da Polícia Civil descartam essa versão e mostram que o bombeiro não agiu em autodefesa durante um assalto.
No vídeo, que já circula nas redes sociais, é possível ver o bombeiro se aproximando em uma motocicleta e abordando o indivíduo. Em seguida, o agente atira ao menos duas vezes.
Na sequência, dois policiais à paisana, que estavam a caminho do quartel e presenciaram o fato, agiram e balearam o bombeiro na axila. Antes, a dupla teria pedido para ele soltar a arma, mas não foi obedecida.
O bombeiro se identificou, alegou que havia sido assaltado e foi então socorrido e encaminhado para a Santa Casa da Cidade e depois levado para o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, onde ficou internado.