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Motorista de aplicativo está foragido após atropelar passageira

Um motorista de aplicativo que atropelou uma passageira, no Fonseca, em Niterói, no Rio de Janeiro (RJ) na última quarta-feira (15), segue foragido. De acordo com familiares da vítima, Nelly Boechat, o caso aconteceu após uma discussão sobre o ponto de encontro marcado para o início da corrida. A prisão dele foi decretada na quinta-feira. […]

Por O Diário
21/02/2023 13h15, Atualizado há 41 meses

Um motorista de aplicativo que atropelou uma passageira, no Fonseca, em Niterói, no Rio de Janeiro (RJ) na última quarta-feira (15), segue foragido. De acordo com familiares da vítima, Nelly Boechat, o caso aconteceu após uma discussão sobre o ponto de encontro marcado para o início da corrida. A prisão dele foi decretada na quinta-feira.

Nelly foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e internada em um hospital particular, em São Gonçalo. A vítima precisou passar por cirurgias e perdeu parte do fígado, do intestino delgado, um ovário e quebrou duas costelas. O caso é ainda mais delicado pois a mulher já havia feito cirurgia bariátrica no passado. Ela segue internada no CTI.

De acordo com a irmã de Nelly, Liliane Boeacht, que estava junto no momento do atropelamento, o motorista de aplicativo parou distante do local indicado e as irmãs reclamaram. Durante a discussão, Mauro disse que não levaria as irmãs ao destino solicitado e Nelly pediu que ele cancelasse, porém, o motorista se recusou. A vítima ameaçou chamar a Polícia caso Mauro não prosseguisse com o cancelamento da corrida e entrou na frente do carro para impedir a saída dele, mas foi atropelada pelo motorista.

Durante a internação, a vítima ainda contraiu a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA). De acordo com a irmã, Nelly está respirando com ajuda de aparelhos e sendo submetida à hemodiálise.

— É uma luta contra o tempo para salvar a vida dela — comentou Liliane.

Motorista foragido

O caso está sendo investigado pela 78ª DP (Fonseca). No dia seguinte ao caso, o plantão judiciário decretou a prisão de Mauro Sérgio. Ele é considerado foragido.

Em nota, a Uber que considera o uso de violência inaceitável entre os colaboradores e se colocou à disposição da justiça para colaborar com as investigações.

“Esperamos que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em brigas e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados. Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro para acidentes pessoais. A empresa permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei”, diz trecho da nota.

“Segurança é uma prioridade para a Uber e inúmeras ferramentas atuam antes, durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas, como, por exemplo: o compartilhamento de localização, gravação de áudio, detecção de linguagem imprópria no chat, botão de ligar para a polícia, entre outros”, finalizou a empresa.

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