Operação da Polícia Civil de Mogi prende suspeitos de roubos a residências
A Polícia Civil de Mogi das Cruzes identificou cinco suspeitos de roubos a residências. A Operação Casa Segura, realizada na manhã desta terça-feira (13), resultou na prisão de quatro pessoas. O quinto envolvido no crime está foragido. De acordo com o delegado Alexandre Batalha, titular do 3° Distrito Policial, em César de Souza, os suspeitos […]
13/06/2023 14h26, Atualizado há 37 meses
A Polícia Civil de Mogi das Cruzes identificou cinco suspeitos de roubos a residências. A Operação Casa Segura, realizada na manhã desta terça-feira (13), resultou na prisão de quatro pessoas. O quinto envolvido no crime está foragido.
De acordo com o delegado Alexandre Batalha, titular do 3° Distrito Policial, em César de Souza, os suspeitos são considerados violentos e tinham um método próprio de agir. “Eles invadiam as casas das vítimas, mas estudavam antes o local, pesquisando nas redes sociais e sites de dados. Após os levantamentos, entravam nas casas à noite, forçavam entregar dinheiro e faziam transferências via PIX”, explica Batalha, que coordenou a operação.
O grupo é suspeito do roubo a uma residência da Vila Suíssa, na madrugada do dia 1° de abril deste ano. Na ocasião, quatro assaltantes invadiram o interior da casa das vítimas, com 71 e 73 de anos de idade, e subtraíram diversos objetos, como joias, relógios e dinheiro.
À época, segundo a Polícia, uma das vítimas declarou, que, durante a madrugada, escutou os cachorros latindo. Ao verificar, ela encontrou quatro indivíduos na garagem, que anunciaram o assalto e a ameaçaram com faca de cozinha exigindo dinheiro.
Ainda de acordo com a Polícia, os assaltantes chegaram a passar a faca no dedo da vítima para pressioná-la a fornecer mais valores. Em seguida, a vítima foi amarrada com um cadarço. A ação foi registrada pelas câmeras de vigilância, que mostram a entrada dos assaltantes às 2h56min e a fuga às 3h55min.
“Neste caso, não apenas houve um roubo em residência, mas as vítimas, que eram idosas e vulneráveis, foram submetidas a uma violência extrema. Um dos roubadores fez um corte parcial no dedo da vítima com uma faca, e eles causaram um grande sofrimento físico e psicológico, deixando marcas permanentes e cicatrizes emocionais. Essa conduta demonstra crueldade e desumanidade que agravam ainda mais o crime de roubo em residência”, avalia o delegado.
Batalha também enfatiza que as câmeras de segurança foram fundamentais para mostrar a dinâmica e a entrada na residência, e com isso, auxiliar nas investigações. “Com a inteligência policial, todos foram identificados e estão com a prisão temporária decretada por 30 dias”, relata.
Com exceção de um dos suspeitos, os demais têm antecedentes criminais. Além disso, todos residem na zona leste da capital paulista.
A Polícia Civil concluiu que a quadrilha prefere praticar roubos em residência quando os moradores estão na casa e não quando o imóvel se encontra vazio. Desta forma, eles amarram as vítimas, praticando violência contra elas, fazem PIX, ameaçam cortar dedo e orelha e fazem entregar dinheiros e valores.
Conforme as investigações, os suspeitos já aturaram ou pretendiam atuar em São Paulo (capital), Mogi das Cruzes, Suzano, Jundiaí, Atibaia e outras cidades. O grupo também é investigado por roubar e furtar apartamentos.
Outros dois casos de roubo, em São Paulo e Mogi, apresentaram semelhanças nas ações dos criminosos. Segundo a Polícia, nestes assaltos, quatro indivíduos invadiram residências durante a madrugada, surpreendendo as vítimas enquanto dormiam. Durante os roubos, elas foram agredidas com tapas e enfrentaram constantes ameaças. No primeiro caso, ameaçaram cortar a orelha e, no segundo, cortaram o dedo da vítima. Os assaltantes utilizaram facas como instrumentos de intimidação.
“Tais semelhanças reforçam a existência de padrões criminais, e que são contumazes na delinquência”, completa o delegado.
Um dos roubos aconteceu em 3 de março, na Penha, na capital paulista. Outro ocorreu em 1° de junho, em Atibaia. O grupo também atuou em uma escola de Amparo, no dia 24 de janeiro deste ano, onde os marginais entraram armados, amarraram o vigilante, desativaram o alarme da unidade de ensino e roubaram diversos computadores.