Polícia prende suspeita de integrar quadrilha que matou motorista de aplicativo, em Itaquá
O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) da Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes esclareceu o latrocínio do motorista de aplicativo Robson de Moraes Braz Domingues, ocorrido no final de janeiro último, em Itaquaquecetuba. Ele foi vítima da “Quadrilha do Pix” e teria caído em uma emboscada. Uma mulher envolvida no crime foi capturada […]
21/03/2022 15h59, Atualizado há 53 meses
O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) da Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes esclareceu o latrocínio do motorista de aplicativo Robson de Moraes Braz Domingues, ocorrido no final de janeiro último, em Itaquaquecetuba. Ele foi vítima da “Quadrilha do Pix” e teria caído em uma emboscada. Uma mulher envolvida no crime foi capturada pelos policiais do SHPP e teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (21). Um outro envolvido também já teve a prisão temporária decretada.
Segundo a equipe, as investigações continuam, na busca de prender outros integrantes da quadrilha. Robson havia sido abordado por quatro criminosos armados enquanto trabalhava no período da noite. Ele tentou fugir, foi atingido por um disparo no peito e acabou morrendo após guiar o carro até o estacionamento de uma igreja.
O caso
Segundo relembra o delegado de Polícia títular do SHPP, Rubens José Angêlo, no último dia 30 de janeiro, por volta das 20h20, na rua boracéia, localizada no bairro Residencial Fortuna, em Itaquaquecetuba, a vítima Robson de Moraes Braz Domingues conduzia seu veículo do modelo Fox, enquanto trabalhava como motorista de aplicativo, sendo abordado por “aproximadamente quatro indivíduos, que anunciaram o assalto com emprego de arma de fogo”.
Durante a ação, após acelerar o seu automóvel, Robson foi atingido por um disparo em seu tórax, conseguindo ainda conduzir o veículo Fox até o estacionamento de uma igreja, onde acabou falecendo no local, segundo narra o delegado. Após a ação, os bandidos empreenderam fuga.
Inicialmente, o caso foi registrado como crime de homicídio, e no curso das investigações descobrimos que se trata realmente de crime de latrocínio consumado.
O SHPP conta que, por meio de um intenso trabalho de investigação e de inteligência policial, inclusive com técnicas, métodos e recursos tecnológicos, descobriu a identidade de um dos autores do crime.
“A investigação descobriu também, que a vítima manteve contato com uma suposta mulher por um aplicativo de namoro, e foi atraído para um encontro “emboscada”, onde uma quadrilha cujo um integrante o esperava para roubá-lo, sendo que ao não parar seu veículo foi atingido por um disparo de arma de fogo no tórax”, explica o delegado, ao frisar que a motivação do crime era roubar, subtrair valores da vítima.
Rubens Angêlo destaca ainda que certamente essa quadrilha, trata-se de “quadrilha pix”, que visava roubar o aparelho celular da vítima e realizar o seu o sequestro-relâmpago, para fazer *transferências bancárias”.
Diante das investigações, foi pedida a prisão temporária do homem identificado de integrar a quadrilha, assim como quatro mandatos de busca domiciliar, sendo concedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Itaquaquecetuba.
Nesta segunda-feira (21), a equipe obteve sucesso na prisão de uma segunda integrante. As investigações prosseguem no sentido de identificar e prender os outros integrantes da quadrilha.