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Com as portas abertas, comércio de Mogi registra mais vendas

Conforme prevê o decreto municipal nº 20.008, até esta quinta-feira (23) o comércio de Mogi das Cruzes pode atender presencialmente das 11 às 19 horas desde que respeitando regras como 25% da capacidade total. Esta segunda-feira (19) marcou o primeiro dia útil de reabertura, e a avaliação do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das […]

Por O Diário
19/04/2021 18h48, Atualizado há 64 meses

Conforme prevê o decreto municipal nº 20.008, até esta quinta-feira (23) o comércio de Mogi das Cruzes pode atender presencialmente das 11 às 19 horas desde que respeitando regras como 25% da capacidade total. Esta segunda-feira (19) marcou o primeiro dia útil de reabertura, e a avaliação do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) é positiva.

Sem tumultos ou aglomerações, desde domingo, quando o Mogi Shopping abriu as portas, o que o presidente do sindicato, Valterli Martinez, vê é um “retorno tranquilo”, inclusive com aumento moderado de vendas. “O comércio não concretizou muitas negociações, mas já é possível ver aumento. O consumidor pôde olhar a mercadoria e analisar com mais calma, mesmo com todas as recomendações de segurança”, diz.

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Neste primeiro dia, o que mais teve saída foram presentes para o Dia das Mães. Otimista, Valterli acredita que se a fase de transição realmente perdurar até a data comemorativa – que é celebrada no segundo domingo de maio, dia 9 – será possível obter resultado bem melhor do que o registrado no mesmo período em 2020, quando as lojas estavam fechadas.

“Se continuar nesse crescimento, a gente pode chegar a um faturamento de 35% do que vendemos em 2019, o que é um ótimo número, considerando que em 2020 atingimos somente 10%”, explica o presidente.

Caso fosse possível, Valterli ampliaria o horário permitido para vendas presenciais, mas entende que isso não é possível. “Passamos uma notificação para que os comerciantes sigam as normas e utilizem drive thru ou take away fora dos horários de venda presencial. Estamos vendo que, neste momento, é o suficiente”, finaliza ele, que pede pela manutenção do Plano SP de Retomada Econômica.

Movimento nas ruas

Apesar de registrar bons números no primeiro dia de reabertura, Valterli diz que a fase de transição não impactou no número de pessoas nas ruas. “A movimentação continua igual. Pelo menos agora o comerciante consegue vender presencialmente, até com mais segurança do que antes, na porta da loja”.

Inclusive, os consumidores que ainda não se sentirem à vontade para fazer compras pessoalmente podem continuar combinando outras formas de retirada e entrega, como o drive thru, direto com os lojistas.

Emprego

De acordo com o Sincomércio, a retomada das vendas presenciais pode ajudar a diminuir o alto índice de demissões registradas na cidade. “As empresas que estão no limite máximo podem até ter alguma contratação temporária”, avalia o presidente do sindicato, Valterli Martinez.

Como até o momento os governos estadual e federal não liberaram novo programa de suspensão de contratos de trabalho, o Sincomércio decidiu agir, e pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) permite algumas situações especiais.

Uma das opções, segundo Valterli, é a possibilidade de adiantamento de férias, mesmo que elas não estejam vencidas. Também é permitida a redução de horário de trabalho, com redução proporcional de salário, mediante aprovação do funcionário; e ainda há como trabalhar com sistema diferenciado de banco de horas, para descontar futuramente.

Todas essas medidas, aliás, seguem válidas durante a fase de transição. É possível obter mais informações pelo telefone do sindicato, 4799-7788.

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