Robôs: tecnologia da Nachi para o mundo
NACHI, que é uma forte referência em termos de progresso mundial no que tange à inovação e desenvolvimento de know-how para soluções de necessidades cotidianas, é uma empresa que acompanha os contextos sociais
15/04/2023 07h57, Atualizado há 25 meses
Tecnologia e inovação | Reprodução Freepik
Mais de 260 anos separam o mundo atual da primeira revolução industrial, iniciada lá no século XVIII. Nesse período, a humanidade passou por inúmeras outras revoluções, sobretudo pelo avanço de tecnologias. A NACHI, que é uma forte referência em termos de progresso mundial no que tange à inovação e desenvolvimento de know-how para soluções de necessidades cotidianas, é uma empresa que acompanha os contextos sociais.
Ao nascer, em 1928 no Japão, tinha como principal produto as serras de fita e de arco e, hoje, além de fabricar e utilizar robôs em sua própria linha produtiva, no Brasil também conta com o SYSTEMS, uma frente que atua no fornecimento de soluções tecnológicas aos clientes por meio de células robotizadas.
A planta em Mogi das Cruzes tem como foco a fabricação de rolamentos, mas existe uma linha do tempo diferente de quando se instalou na cidade, em 1973. Há 50 anos, a produção já contava com certo grau de automação, sendo que um processo que, à época, demandava dias de produção, hoje é realizado em questão de horas.
Renato Carquejo, gestor de Robótica da Nachi, explica que o acompanhamento e atualização das tecnologias influenciaram para além da facilitação dos meios de produção, chegando à redução de custos e otimização de mão de obra, com o apoio de robôs.
“A inserção das esferas, por exemplo, pode ser feita manualmente, e assim ocorria. O processo consistia na utilização de duas operadoras, geralmente mulheres pela facilidade no manuseio, para a formação de conjuntos. Elas mediam os anéis e escolhiam os conjuntos para a fase seguinte, a de colocação de separadores de esferas. Hoje em dia essa é uma etapa do processo de produção que é feita por robôs. Existe a possibilidade de se fazer essa mesma operação com máquinas automatizadas, mas elas têm um custo até quatro vezes maior mais do que um robô. No entanto, o robô tem a capacidade de agregar outras funções, como é o caso do manuseio de peças pesadas”, detalha.
Esses robôs fazem parte de uma série de outros modelos que colocaram a empresa como uma pioneira nesse mercado. O início da fabricação desses equipamentos remonta ao final da década de 1960. Naquela época foi desenvolvido o chamado Uniman, lançado em 1969 com apenas um eixo. No início dos anos 1980 ele foi substituído pelo Série 8600, que passou a agregar a funcionalidade de solda a ponto. Sete anos depois, o 8608 ganhou espaço com o no conceito de alta produção e confiabilidade. O modelo mais compacto viria em 1994, batizado de Série SA, depois foi atualizado por outros, que ofereceram também alta velocidade, fácil manutenção, o uso de cabos para a aplicação, a ampliação para três eixos, que garantiu mais funcionalidade e mobilidade aos robôs.
A mais recente novidade da Nachi é o MZ10LF, que oferece seis eixos, melhor carga útil, maiores alcance, velocidade e precisão, além de corpo leve, compacto e punho oco.
“A Nachi é uma empresa com foco na indústria. Esse modelo é o mais rápido que tem no mundo. É uma tecnologia direcionada sempre para a redução de custos. Por isso a gente investe tanto nisso. Atualmente, um dos nossos focos são os chamados robôs colaborativos. O diferencial é que eles operam juntamente e interagindo com o ser humano. Ainda há uma certa resistência do mercado por conta do custo, visto que ele representa um investimento maior, porque exige uma sensibilidade que garanta total segurança ao indivíduo em caso de toque no equipamento, assegurando que não haverá acidentes que possam causar lesões de nenhuma espécie. Mas ao passo que a tecnologia vai avançando, o custo também diminui. Hoje, o payback médio dos nossos projetos, que é o retorno do investimento, está em torno de um ano e meio”, detalha.
A produção de robôs industriais representa 25% da produção global de robôs e deve continuar em expansão, sendo que equivale a um share de 13% dos negócios globais da Nachi.
Outra demanda crescente, presente dentro da casa das pessoas e que corrobora a expansão do mercado de robôs de serviços, exemplifica Carqueijo, é o uso de robôs para aspirar pó. Embora a Nachi atue somente no campo de robôs industriais, mantém-se atenta às oportunidades nessa importante área de atuação e busca promover soluções que atendam às contínuas demandas.
“São Paulo é uma cidade de vanguarda em que se vai a restaurantes, hotéis, e se depara com o atendimento automatizado. É claro que a robótica ainda é um tema a ser desbravado pelo mundo, mas a gente entende que a nossa contribuição é a de que o cliente nem perceba que a gente está lá. Enquanto isso, estamos resolvendo e otimizando processos. Por isso é que continuamos investindo nesse mercado e aumentando o quadro de funcionários. Por mais que fabriquemos robôs, a parte humana é essencial”, conclui.
Estrutura
A Nachi Robotic Systems Brasil (NRS-B) é a divisão da unidade Robótica da Nachi Brasil, responsável por entregar soluções aos clientes, sendo uma tendência global do grupo. No Brasil, já implementa essas soluções de engenharia aos clientes, buscando o aumento de performance das linhas de produção e dos mais variados processos, através de um corpo técnico de engenheiros especializados em robótica e automação, visando contribuir com o aumento e crescimento da indústria de manufatura.