Comerciantes de Mogi e região pedem prioridade na vacinação
O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Alto Tietê (Sincomércio) pede pela vacinação prioritária contra a Covid-19 para trabalhadores do setor, como atendentes e balconistas. Um ofício com esta solicitação foi protocolado nesta quarta-feira (17) em cinco prefeituras da região, incluindo Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos. Previsto para ser apresentado […]
17/03/2021 18h49, Atualizado há 62 meses
O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Alto Tietê (Sincomércio) pede pela vacinação prioritária contra a Covid-19 para trabalhadores do setor, como atendentes e balconistas. Um ofício com esta solicitação foi protocolado nesta quarta-feira (17) em cinco prefeituras da região, incluindo Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos.
Previsto para ser apresentado também em outros municípios, o documento foi idealizado nesta manhã (17), quando houve uma reunião entre o sindicato, a Associação Comercial de Suzano e o prefeito desta cidade, Rodrigo Ashiuchi (PL).
Durante o encontro surgiu a pauta de “que se a prefeitura adquirisse vacinas, ela poderia escolher a prioridade”. Isso despertou a atenção do presidente do Sincomércio, Valterli Martinez, que combinou a priorização dos comerciantes informalmente e logo depois protocolou os ofícios.
O texto inicia com a argumentação de que é preciso “fazer mais restrições”, mas que o caminho não é um “lockdown mais restritivo”. “Não temos quaisquer condições de fazê-lo. A cada dia que passa, ficamos sem recursos para sustentar nossas empresas, que estão morrendo dia a dia, civilmente”, traz o documento.
O sindicato espera que seja acelerada a “vacinação abrangendo toda a população” e também que haja maior “conscientização de cumprimento aos protocolos sanitários, limitando o número de pessoas por família que utilizarem os serviços não essenciais”. A carta mostra o descontentamento com “o fechamento compulsório”.
Com isso, o que o Sincomércio pede é a “vacinação para os comerciários e comerciantes que estão na linha de frente como prioritários, principalmente os vendedores e atendentes, caixas de supermercados e dos demais segmentos, entre outros que estão à frente para manter o atendimento”.
A imunização “facilitaria a reabertura do comercio considerado não essencial e a segurança para o comércio essencial, mantendo a saúde destes profissionais”, segundo o sindicato, que destaca a solicitação como uma tentativa de “reestabelecer a dignidade da pessoa humana”.
O texto faz, ainda, críticas à medidas mais rígidas, como um isolamento total. ”Há danos significativos causados por lockdowns rígidos, com impactos globais devastadores nos níveis de pobreza, especialmente na economia”. O argumento é que as “empresas já estão falindo” e o “desemprego será generalizado”. “Morreremos de fome”, crava o Sincomércio.
As medidas, porém, são defendidas para evitar maior proliferação do novo coronavírus.
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Aliás, o sindicato já tinha passado a O Diário um número alarmante: desde o início da pandemia, cerca de 1,5 mil comércios já fecharam na cidade. Com a nova crise, o índice pode aumentar.
“Há risco de crescimento nesses números. A gente vê vários comerciantes já dizendo que se continuar isso por mais de um mês eles não conseguirão manter suas empresas abertas. Isso vai trazer mais demissões. Temos dados que até janeiro estava crescendo o número de contratações, o que reflete na manutenção das empresas. Mas no último mês os registros mostram grande número demissional”, aponta Valterli.
A este jornal, a Prefeitura de Mogi confirmou que recebeu o ofício e diz que o analisará. “A administração municipal realiza a vacinação conforme as diretrizes do Governo Federal, por meio do Plano Nacional de Imunização (que define os grupos prioritários) e a disponibilização dos lotes de vacina, por meio do Governo Estadual”, trouxe a nota enviada a reportagem.