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Convenções partidárias confirmam 35 candidatos de Mogi e Alto Tietê às eleições de 2022

Começou oficialmente a corrida para as eleições de outubro de 2022. Nesta última semana de convenções,  as candidaturas de Mogi das Cruzes e região foram confirmadas pelos partidos. A lista oficial conta com 35 nomes. Desse total, 13 estão pleiteando uma vaga na Câmara Federal, em Brasília, e outros 22 concorrem a uma cadeira na […]

Por O Diário
06/08/2022 11h30, Atualizado há 48 meses

Começou oficialmente a corrida para as eleições de outubro de 2022. Nesta última semana de convenções,  as candidaturas de Mogi das Cruzes e região foram confirmadas pelos partidos. A lista oficial conta com 35 nomes. Desse total, 13 estão pleiteando uma vaga na Câmara Federal, em Brasília, e outros 22 concorrem a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A última relação divulgada no último sábado por O Diário, estava 30 nomes. Os outros cinco foram confirmados em convenções realizadas nesta semana. 

No geral, houve aumento do número de candidaturas nesta eleição em relação à disputada em 2018, que teve a região somou 30 concorrentes. Porém, na avaliação do cientista político e professor Afonso Pola essa diferença de apenas cinco nomes, “não é considerada muito significativa”. Ele explica que número elevado de candidatos já é esperado, porque a maioria deles utiliza as eleições gerais como estratégia de marketing para manter o nome em evidência e garantir a reeleição na próxima disputa às câmaras municipais e prefeituras, tanto é que a maior parte dos nomes tem mandato de vereador ou foi candidato a prefeito em 2020.  “É uma tendência utilizar as eleições gerais se lançando a estadual e federal para tentar ganhar as eleições seguintes. Eles se candidatam para fazer o trabalho agora para colher frutos nas eleições municipais”, observa o professor.

Do total de 13 nomes lançados a federal, quatro visam a reeleição. Dos 22 nomes da cidade que disputam a estadual, dois também vão tentar se reeleger – Marcos Damásio e André do Prado, ambos do PL. Outros cinco são vereadores de Mogi. Na região também  há diversos políticos que ocupam cargos de vereadores. (Veja lista dos candidatos na página ao lado).

Na opinião do especialista, quem tem mais chance de eleger são os que possuem mandato, contam com a ajuda da máquina administrativa e já têm um trabalho e uma base eleitoral em diversos municípios do Estado, que normalmente é fortalecida com o encaminhamento de recursos de emendas parlamentares. Ele destaca que as perspectivas são melhores para aqueles que representam segmentos, como no caso de evangélicos.

“Tem um ditado mineiro que diz que resultado de eleição e mineração a gente só sabe depois da apuração. Muitas vezes as urnas revelam surpresas, mas, no geral, a tendência é mais ou menos essa. A reeleição é uma coisa que sempre acontece porque quem tem o mandato já dispõe de uma estrutura a seu dispor, apesar de não ser o certo, é o que acontece, e eles saem com certa vantagem em função disso”, reforça Pola.

O professor confirma que as redes sociais vão continuar sendo uma das principais ferramentas para as campanhas políticas, “e aqueles que tiverem mais domínio podem ter vantagens”. Mesmo assim, ele acha que os políticos mais tradicionais vão manter a estratégia de visitas e reuniões setorizadas. 

A eleição deste ano, no entanto, na opinião do analista vai ser diferente da última que elegeu o presidente Jair Bolsonaro e a maioria dos candidatos ao seu redor. Ele observa que na época o sentimento antipetista estava exacerbado, havia o discurso de combate à corrupção e a população queria inovar. Porém, diante do atual cenário de crise econômica, pandemia e dos discursos antidemocráticos do atual mandatário, a situação mudou e agora, “a tendência do eleitor é votar em quem já tem um histórico político”.  

Esses temas, na visão do cientista político, são os que devem ser mais explorado pelos candidatos nas campanhas deste ano, que devem explorar a crise econômica, o descontrole da inflação, a elevação de preços de alimentos, dos combustíveis, além do aumento da pobreza no País. 

As campanhas também devem ter como apelo o combate à corrupção, além de soluções para a saúde e educação, mas diferente de 2018, o professor acredita que temas como a “inovação” na política não terão destaque nas propagandas neste ano. 

Mulheres 

Um ponto que também chama atenção é o fato de ter apenas quatro mulheres na lista de 35 candidatos do Alto Tietê. Isso, na opinião do professor, já era de se esperar porque a política ainda está nas mãos dos homens, que normalmente não dão o respaldo necessário para que as mulherse tenham uma retaguarda e só querem cumprir a cota de 30%, exigida por lei. Por utdo isso, argumenta ele, “elas preferem não se arriscar a ser considerada laranja”.      

Eleições Majoritárias

Quanto às eleições para a presidência, Afonso Pola alega que o movimento contra o bolsonarismo deve contribui para aumentar as chances de o candidato a presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, vencer no primeiro turno, como indicam as pesquisas de intenção de votos. No Estado, o cientista político acha que “muito provavelmente terá segundo turno na disputa a governador e o cenário mais provável segundo turno Fernando Haddad e Rodrigo Garcia”.

19 candidatos de Mogi disputam a deputado federal e estadual 

Os nomes dos 19 candidatos de Mogi das Cruzes que se lançaram na disputa eleitoral deste ano já foram oficializados em convenções realizadas pelos partidos entre 20 de julho e 5 de agosto, para formar as chapas dos concorrentes a deputados federais e estaduais no próximo mês de outubro. As cidades do Alto Tietê têm outros 16 nomes no páreo.  

Antes de começar a pedir votos, porém, os partidos precisam registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral para iniciar a propaganda eleitoral, autorizadas pela Justiça Eleitoral a partir do próximo dia 16. O descumprimento desse prazo pode gerar multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil.
Do total de 19 candidatos da cidade, sete disputam vagas na Câmara Federal, em Brasília, e outros 12 vão concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Na lista de candidatos a deputado federal, apenas Marco Bertaiolli (PSD) tenta a reeleição para o seu segundo mandato no cargo. Três deles foram ex-candidatos a prefeito em 2020: Felipe Lintz (Patriota), Michael Della Torre (PTB), Miguel Bombeiro (PROS). Também está nessa corrida o vereador Marcelo Porfírio (PSDB), o Marcelo Bras, além de Ralf Naure (PV), ex-assessor parlamentar da Câmara, e Airton dos Santos (PP), conhecido com Pai Airton.

Entre os 19 concorrentes a uma vaga na Assembleia Legislativa consta o de Marcos Damásio (PL), tentando a sua reeleição para o terceiro mandato. Outro na disputa é o do ex-deputado Luiz Carlos Gondim Teixeira (UB), que não se elegeu em 2018 e volta ao páreo agora para tentar o sexto mandato. 

A relação de nomes tem cinco representantes da Câmara Municipal, como o atual presidente da Casa, Marcos Furlan (PODE), e os vereadores Clodoaldo de Moraes (PL), Fernanda Moreno (MDB), Inês Paz (PSOL) e Juliano Botelho (PSB). Os ex-vereadores Rodrigo Valverde (PT) e Rodrigo Romão (PCdoB) também estão na disputa.

Constam na lista ainda o presidente do PV de Mogi, ex-secretário municipal e estadual de Cultura, Romildo Campelo, o diretor licenciado do Procon e advogado Fernando Muniz (PP), e Salvador Azambuja (PDT) ex-candidato a estadual pelo mesmo partido nas eleições passadas. 

Região

Na região, são 16 candidatos, com seis concorrentes a deputado federal e 10 pleiteando vagas na Assembleia Legislativa de SP. Entre os federais, três concorrem a reeleição: Márcio Alvino (PL), de Guararema, Kátia Sastre (PL), de Suzano, Roberto Lucena (REP), de Arujá. Também está na disputa o atual deputado estadual Rodrigo Gambale (PODE), que agora quer ser federal. Tem ainda José Augustinho dos Santos (AGIR), o Augusto do Jornal, de Ferraz de Vasconcelos, e o ex-vereador Renatinho Ramos (PSB) da mesma cidade.

São dez  candidatos a deputado estadual, incluindo o candidato a reeleição André do Prado (PL), de Guararema . Tem apenas uma mulher na lista da região, que é ex-prefeita Fábia Porto (PP), que não conseguiu se reeleger em 2020. 

Em Suzano estão na disputa o ex-vereador, Israel Sampaio de Lacerda Filho (SD), e o jornalista Joab Lira (Agir). Ferraz lança para estadual o vereador Álvaro Costa Vieira (PODE), o Kaká, e Edson Cury (PSB). Em Itaquá, estão no páreo Edson Rodrigues (PODE), Edson da Paiol, e Lucas de Assis Costa (PP), o Lucas do Liceu, e Osório Brasileiro, lançado pelo Mobiliza 33, que é o antigo PMN. O candidato de Poá é o ex-vereador de Poá, Saulo Souza (PP). 

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