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Bertaiolli dividido entre a Câmara Federal e a disputa pela Prefeitura

Os rumos que a campanha eleitoral vier a tomar na cidade poderão ser decisivos para o futuro político do ex-prefeito e atual deputado federal mogiano, Marco Aurélio Bertaiolli. A opinião é compartilhada por alguns observadores da cena política da cidade que veem o parlamentar diante de uma verdadeira sinuca de bico, especialmente após as recentes […]

Por O Diário
13/06/2023 08h35, Atualizado há 35 meses

Os rumos que a campanha eleitoral vier a tomar na cidade poderão ser decisivos para o futuro político do ex-prefeito e atual deputado federal mogiano, Marco Aurélio Bertaiolli. A opinião é compartilhada por alguns observadores da cena política da cidade que veem o parlamentar diante de uma verdadeira sinuca de bico, especialmente após as recentes declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, numa entrevista que provocou um tsunami nas articulações para a sucessão municipal da cidade.

Valdemar aparentemente defenestrou as virtuais candidaturas a prefeito do deputado estadual Marcos Damasio e do ex-prefeito Marcus Melo, alegando que o primeiro não tinha perfil para o Executivo e que o segundo dificilmente teria apoio do que ele chama de “nosso pessoal”, ou seja, as pessoas que fariam parte do grupo político formado por PSD e PL.

Se dependesse da vontade pessoal de Valdemar, conforme ficou claro durante a entrevista, o candidato do grupo seria Marco Bertaiolli, alguém que, conforme as pesquisas, bateria qualquer outro concorrente, graças ao prestígio acumulado durante seus dois mandatos como prefeito e também de deputado.

Bertaiolli, no entanto, reluta. Tem olhos voltados para sua carreira política que está sendo construída dentro da Câmara dos Deputados, em Brasília. O parlamentar sonha com vôos mais altos na direção do Legislativo, leia-se Senado Federal, ou do Executivo, como integrante do primeiro time do governo do Estado de São Paulo.

Voltar a Mogi para ser candidato a prefeito é algo que, certamente, já passou por sua cabeça, mas que, é evidente, não seria prioridade em seu atual momento de vida.

E a menos que ocorra um retrocesso na opinião de Costa Neto e que se decida por uma eventual candidatura de Téo Cusatis, o favorito de Bertaiolli para a Prefeitura, ou que Marcus Melo volte à cena política como integrante de uma composição para disputar a Prefeitura no grupo PL-PSD, pode ocorrer um perigoso afunilamento de opções que poderá explodir no colo do atual deputado federal por Mogi. E ele teria de concorrer novamente ao cargo de prefeito.

Ao procurar minimizar as falas de Costa Neto, na fatídica entrevista do dia 2 de junho passado, na Câmara Municipal, dizendo que elas não são definitivas, Bertaiolli abre caminho para a volta à cena de Marcus Melo, a quem ele chamou de “sempre prefeito”, na solenidade daquela mesma noite, no Legislativo mogiano.

Para não precisar dar uma forte guinada em seus planos futuros, Bertaiolli parece querer colocar na arena sucessória os nomes de Cusatis e Melo para ver até aonde cada um dos dois poderá chegar, em junho do próximo ano, data marcada para a decisão do grupo que, inicialmente, viria por meio de uma pesquisa eleitoral, onde os pré-candidatos do grupo seriam analisados pela população.

No entanto, já há quem diga, a essa altura do jogo, que o candidato poderá realmente sair dessa pesquisa. Algo que até algum tempo atrás parecia ser apenas uma válvula de escape para justificar a escolha que, especulava-se, viria de uma avaliação pessoal de Costa Neto e Bertaiolli.

Atualmente, o grupo trabalha tendo como principal referência a candidatura à reeleição do prefeito Caio Cunha, alguém que até pouco tempo não metia medo em qualquer adversário, mas que agora, deixando de lado as brincadeiras de começo de governo e pensando mais em deixar sua marca na cidade, vai aprendendo a usar o poder da máquina municipal, algo que passa a causar preocupação nos adversários, especialmente aqueles que não aceitam sua reeleição, de forma alguma.

Ou seja: os sinais estão evidentes de que está começando uma campanha literalmente imprevisível. Tanto em termos de candidatos, e, por conta disso, também de resultados.

 

Caiu o palco

A apresentação que o padre cantor de Mogi, Alessandro Campos, faria em Major Isidoro, no sertão de Alagoas, neste domingo (11), durante a festa de Santo Antonio de Pádua, foi suspensa por um motivo pouco comum: o palco aonde o padre iria se apresentar, assim como Bel Marques e outros artistas, simplesmente desabou.

A Prefeitura da cidade referiu-se ao fato como “problemas técnicos na estrutura do evento” e disse que enviou uma equipe ao local para as “providências cabíveis”.

 

Acerto de contas

Termina no dia 30 de junho o prazo para os partidos políticos entregarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas com a movimentação contábil e financeira relativa ao exercício de 2022. Os processos dos diretórios estaduais são julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e os dos diretórios municipais pelos respectivos juízos eleitorais.

 

Meio ambiente (1)

O órgão especial do Colégio de Procuradores aprovou, na última semana, a proposta da Procuradoria-Geral de Justiça para a implantação das Promotorias Regionais do Meio Ambiente. Entre as 24 de todo o Estado de São Paulo, está a Promotoria de Justiça Regional do Meio Ambiente do Alto Tietê Cabeceiras, que abrange os municípios de Mogi das Cruzes, Arujá, Biritiba, Guarulhos, Itaquá, Poá, Salesópolis, Suzano, Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã e Ferraz de Vasconcelos.

 

Meio ambiente (2)

O Ministério Público informa que “as promotorias do Meio Ambiente contarão com, no mínimo, dois cargos de entrância final, terão atribuição regional cível e criminal em matéria de meio ambiente, assim definidas: I – No âmbito cível, quando o tema ou fato investigado apresentar dimensão regional na área de sua atuação delimitada pelas bacias hidrográficas consoante sua  divisão  em Unidades  de  Gerenciamento  de  Recursos  Hídricos  (UGRHIs); II -No âmbito criminal, quando se tratar de crime ou contravenção penal ambiental cujo fato já esteja sendo apurado nas Promotorias Regionais de Meio Ambiente  (desde  que  não  conexos  com  crimes  mais  graves,  assim  entendidos aqueles cuja pena máxima em abstrato seja superior à do crime específico).

 

Apreensões de veículos

As 459 blitze realizadas por fiscais da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) em conjunto com a PM contra o transporte clandestino de passageiros, entre janeiro e maio deste ano, resultaram na abordagem de 2.222 veículos e apreensão de 207 veículos que operavam irregularmente. Além das apreensões, as equipes de fiscalização realizaram 1.663 autuações em casos de infração no mesmo período. As multas aplicadas podem chegar a R$ 5.212,22, por valor unitário.

Na região do Alto Tietê, foram feitas 37 apreensões nos municípios de Mogi, Biritiba, Ferraz, Guararema, Itaquá, Poá, Salesópolis e Suzano.

 

Estação do Lajeado

A Linha 11- Coral, da CPTM, que serve à região de Mogi das Cruzes, deverá ampliar seus serviços, até 2027, com a implantação da Estação do Lajeado, localizada entre Guaianases e Antônio Gianetti Neto, em São Paulo.A empresa também cuida da extensão da atual linha até a Barra Funda.

E mais, segundo a CPTM: cogita-se a possibilidade de extensão para Leste, atingindo a Estação César de Souza em Mogi das Cruzes. A estação requer planejamento e discussões com o governo federal e a operadora de carga, MRS – Logística.

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