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Bertaiolli diz que Bolsonaro “passou do ponto” e pode sofrer impeachment

“O presidente Jair Bolsonaro passou do ponto em todos os sentidos e deixou o País numa situação muito difícil”, disse, ontem, a esta coluna, o deputado federal mogiano, Marco Aurélio Bertaiolli (PSD). Na visão do parlamentar, que ontem passou o dia em Mogi, num contato permanente com sua bancada e seus assessores, em Brasília, acompanhando […]

Por O Diário
08/09/2021 19h06, Atualizado há 59 meses

“O presidente Jair Bolsonaro passou do ponto em todos os sentidos e deixou o País numa situação muito difícil”, disse, ontem, a esta coluna, o deputado federal mogiano, Marco Aurélio Bertaiolli (PSD).

Na visão do parlamentar, que ontem passou o dia em Mogi, num contato permanente com sua bancada e seus assessores, em Brasília, acompanhando os desdobramentos dos discursos explosivos do presidente, “o que Bolsonaro disse (em relação ao Supremo Tribunal Federal) é algo difícil de ser cumprido, mas que se ele cumprir, a gente estará em meio a uma ruptura institucional, colocando em xeque as regras básicas da democracia”, afirma o parlamentar.

Insistindo sempre na dificuldade do atual momento político do País, Bertaiolli afirmou que serão necessários equilíbrio e paciência para se poder trabalhar com a política.

Ontem, em Brasília, avaliou o deputado, foi um dia de se tentar “colocar panos quentes em tudo”, já que “ninguém via uma fumaça positiva no fim do túnel”.

“Está todo mundo tentando apaziguar”, disse Bertaiolli, admitindo que se Bolsonaro insistir nesta linha radical de atuação, “o impeachment pode acabar sendo a única saída”, afinal, disse o mogiano, “não podemos deixar essa situação avançar sem tomar alguma atitude”, afirmou ele, numa referência ao papel da Câmara Federal nesta questão.

Na visão do parlamentar, o presidente tensionou a corda até o seu limite, ao dizer que só sai do comando do governo morto.

“O nível dessa relação acaba por tornar tudo mais difícil”, afirma Bertaiolli, ao comparar a situação de Bolsonaro com a dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff, ambos cassados pela Câmara. Com Bolsonaro, a situação é muito diferente, admitiu Bertaiolli, minutos antes de participar de uma reunião virtual com o comando e membros da bancada de seu partido no Congresso para discutir os rumos do PSD na crise.

Ele lembra que o presidente Gilberto Kassab foi “muito contundente”, ao se posicionar, na tarde do dia 7 de setembro, afirmando que se Bolsonaro continuar nesse ritmo, não restará outra opção senão apoiar a solicitação de impeachment do presidente, já que ficará inviabilizado do ponto de vista administrativo.

A prioridade do presidente, afirma ele, deve ser cuidar do País, que está com inflação disparando, desemprego elevado, e com preços lá em cima. “Bolsonaro precisa cuidar do País e não ficar nessa conversa de voto impresso, que ele insiste em levar adiante”, garantiu Bertaiolli.

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