Eder Veiga deve permanecer como interino na Secretaria de Cultura
O secretário-adjunto de Cultura de Mogi, Eder Veiga, deverá continuar como titular interino da pasta, segundo o prefeito Caio Cunha (PODE), “até decidirmos se ele assume ou se convidamos alguém para o cargo”. A desenvoltura demonstrada por Veiga em relação a alguns temas ligados à pasta e, principalmente, na condução do Carnaval deste ano na […]
22/02/2023 14h21, Atualizado há 41 meses
O secretário-adjunto de Cultura de Mogi, Eder Veiga, deverá continuar como titular interino da pasta, segundo o prefeito Caio Cunha (PODE), “até decidirmos se ele assume ou se convidamos alguém para o cargo”.
A desenvoltura demonstrada por Veiga em relação a alguns temas ligados à pasta e, principalmente, na condução do Carnaval deste ano na cidade, levou o prefeito a pensar duas vezes se realmente necessitaria buscar um substituto para ele no comando da pasta;
“O Eder, secretário-adjunto, fez um lindo trabalho neste Carnaval”, atestou o prefeito para a coluna.
Caio admitiu até mesmo que chegou a conversar pessoalmente com Eder sobre a possibilidade de sua permanência no cargo, mas ele teria dito ao prefeito que preferia atuar nos bastidores. “Disse que até assume, mas que prefere ser adjunto mesmo”, afirmou Caio.
“O Eder defende que o secretário municipal de Cultura precisa ser alguém com muita vivência em gestão pública nesse setor”, disse o prefeito, emendando: “Se pudesse convidaria o meu amigo/irmão Mateus Sartori, mas não faria isso em respeito ao meu amigo Zé, o prefeito de Guararema”.
Caio chegou a fazer uma revelação. Disse que, no início de seu governo, chegou a convidar Mateus para o cargo. “Mas ele disse que precisava de novos desafios. Um ano depois, o Zé chamou ele”, disse o prefeito mogiano.
Revelações à parte, há que se concordar com as alegações e até enaltecer a preocupação de Eder Veiga. Afinal, a condução de uma Secretaria de Cultura vai muito além de modestos de bailes de Carnaval.
Por isso mesmo, Eder está corretíssimo quando diz que é preciso alguém com muita vivência em gestão pública para comandar a pasta.
O setor cultural é um dos mais complicados para se gerir numa Prefeitura coo a de Mogi, dada a multiplicidade de opiniões entre os que atuam junto ao setor na cidade. Além disso, há que se ter uma visão aberta e muita experiência para a definição de políticas culturais que realmente façam a diferença em favor do município.
Exemplos, como o professor Armando Sérgio Silva, recentemente falecido, não são fáceis de ser encontrados para ocupar tal cargo. Jurandyr Ferraz de Campos e próprio Mateus Sartori, hoje na Prefeitura de Guararema, foram outros exemplos positivos. Apenas para ficar nos mais recentes.
Assim, após a saída de secretária Kelen Chacon do cargo, devido a problemas de saúde, caberá ao prefeito Caio Cunha o desafio, nem um pouco fácil, de encontrar o seu sucessor. Ou sucessora.
Enquanto isso não acontece, Eder Veiga permanece no cargo para, a exemplo do Carnaval, mostrar sua desenvoltura junto a outros segmentos da cultura local.