Engenheiro aponta alternativa para projeto da Artesp na Perimetral
O engenheiro civil e servidor público municipal, Paulo Beono Júnior, envia mensagem à coluna apresentando uma proposta alternativa para o traçado estabelecido pela Artesp e governo do Estado no projeto de concessão de rodovias denominado Lote Litoral Paulista. Eis a proposta do engenheiro Beono: “Ciente do firme propósito da Artesp e do governo do Estado […]
26/08/2021 18h10, Atualizado há 60 meses
O engenheiro civil e servidor público municipal, Paulo Beono Júnior, envia mensagem à coluna apresentando uma proposta alternativa para o traçado estabelecido pela Artesp e governo do Estado no projeto de concessão de rodovias denominado Lote Litoral Paulista.
Eis a proposta do engenheiro Beono:
“Ciente do firme propósito da Artesp e do governo do Estado em avançar com o seu programa de concessão de rodovias entre o planalto e o litoral paulista, entre elas as rodovias Mogi-Bertioga e Mogi-Dutra, tão utilizadas por nós mogianos, me coloquei a imaginar alternativas aos famigerados impactos à mobilidade urbana de Mogi das Cruzes, em especial aqueles previstos no distrito de Braz Cubas, onde o projeto inicialmente prevê a construção de diversos viadutos e uma via expressa no alinhamento das avenidas Henrique Peres e Dr. Álvaro de Campos Carneiro, as quais absurdamente passariam a ser de seu uso exclusivo, seccionando os bairros e prejudicando todo o entorno.
Pois bem. Vamos à alternativa: por que não se utilizar da Estrada do Evangelho Plano (ou Pavan), ligando-a à Estrada da Volta Fria e construir um único viaduto na região de Jundiapeba, sobre a linha férrea e a SP-66, interligando à Estrada das Varinhas, (denominada rodovia Engº Cândido do Rego Chaves / SP-39) e à rodovia Mogi-Taiaçupeba, (também denominada rodovia Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira / SP-102), ambas já estaduais, finalmente chegando à rodovia Mogi-Bertioga, no trevo de Taiaçupeba?
A distância aumenta um pouco, é bem verdade. Porém, “ganharíamos” um novo pavimento na estrada do Pavan, a pavimentação da estrada da Volta Fria, (inclusa a construção da nova ponte sobre o Tietê), um viaduto em benefício de Jundiapeba (onde a ligação do bairro com a avenida das Orquídeas é deficiente) e a melhoria dos acessos aos bairros da região sul do município, além de oportunidades empreendedoras, como por exemplo no Parque das Varinhas, Pindorama, Barroso, Taiaçupeba, entre outros. Sem interferir no já tão prejudicado trânsito urbano do município. Sem os tão controversos e onerosos viadutos em Braz Cubas.
Não que o pedágio seja bem-vindo. Mas a hora é essa. Obter uma espécie de “ganha-ganha”, um meio termo, seja lá como queiram chamar se comigo concordarem, já que pelas intenções demonstradas pelo governo do Estado, corremos o risco de arcar com ônus do pedágio, sem o bônus de qualquer benfeitoria na infraestrutura urbana do município.”
Nota do Colunista: Meu caro Paulo, sua proposta é realmente muito interessante e viável, mas não nos livra de nosso principal pesadelo, que é o pedágio. Esse nós teremos de combater, mesmo correndo o risco do “perde-perde”. Escreva sempre. Vamos discutir a cidade. (D.V.)