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Governo do Estado estaria pensando em desistir do pedágio na Mogi-Dutra

Um boato que foi ouvido em alguns círculos muito restritos da política de Mogi dava conta, no início desta semana, que o atraso na divulgação da nova licitação para concessão à iniciativa privada das rodovias Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga e Padre Manoel da Nóbrega pelo governo do Estado de São Paulo teria uma explicação: o fato de […]

Por O Diário
06/10/2021 16h43, Atualizado há 59 meses

Um boato que foi ouvido em alguns círculos muito restritos da política de Mogi dava conta, no início desta semana, que o atraso na divulgação da nova licitação para concessão à iniciativa privada das rodovias Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga e Padre Manoel da Nóbrega pelo governo do Estado de São Paulo teria uma explicação: o fato de que entre a cúpula do Palácio dos Bandeirantes estaria se buscando a fórmula ideal para  suspender, em definitivo o pedágio da ligação Mogi-Dutra, sem que isso implicasse em desinteresse das empreiteiras pela proposta.
Diante da repercussão extremamente negativa do caso junto a Mogi das Cruzes e demais cidades do Alto Tietê, o comando político do governo estaria buscando uma fórmula de anunciar a possível medida, sem que isso implicasse em uma vitória política para o prefeito Caio Cunha (PODE) e para o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), virtuais adversários eleitorais da dupla João Doria  e Rodrigo Garcia (PSDB) no pleito do próximo ano.
Uma situação um tanto delicada, já que tanto o prefeito como o deputado  abraçaram integralmente as ações anti-pedágio e têm exposto isso abertamente diante da população.
O rumor, fantasioso para muitos, teria sua origem em políticos com acesso ao comando do governo paulista, não havendo, portanto, a confirmação oficial de tais avaliações. Mesmo porque a cúpula política tucana jamais admitiria uma situação como essa, ainda que ela pudesse estar realmente ocorrendo.
Informalmente, a coluna consultou uma fonte de dentro do Palácio e recebeu dela a seguinte avaliação: “Isso não me parece nada além de intriga política”.
Apesar disso, há que se imaginar por que, pelo menos até agora, o governo de dois candidatos a importantes cargos nas eleições do próximo ano insistem em manter uma proposta evidentemente contrária aos interesses de uma cidade da importância de Mogi das Cruzes. 
E mais que isso, de uma região como a do Alto Tietê, a qual, segundo os resultados da mais recente atualização do Censo Demográfico do IBGE, realizada em julho passado, tinha um total de 1.702.948 habitantes, dos quais 455.587 somente em Mogi.
Na mesma oportunidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontava o Alto Tietê com 1.113.592 eleitores, dos quais, 319.947 votantes concentrados nas três zonas eleitorais de Mogi.
Um contingente eleitoral que jamais poderia ser desprezado por quem aspira o comando do País ou do Estado de São Paulo.

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