Novo confronto com o Estado: Mogianos querem manter a passagem da Deodato aberta
A julgar pelas movimentações iniciadas por vereadores, moradores do bairro do Mogilar, Sindicato do Comércio Varejista e comerciantes em geral, tudo indica que está começando uma grande mobilização popular para tentar evitar o fechamento definitivo da passagem sobre a linha férrea da CPTM, localizada na rua Deodato Wertheimer. A data para o fechamento até já […]
24/03/2022 07h13, Atualizado há 53 meses
A julgar pelas movimentações iniciadas por vereadores, moradores do bairro do Mogilar, Sindicato do Comércio Varejista e comerciantes em geral, tudo indica que está começando uma grande mobilização popular para tentar evitar o fechamento definitivo da passagem sobre a linha férrea da CPTM, localizada na rua Deodato Wertheimer.
A data para o fechamento até já existe: 1º de julho próximo, segundo acordo entre a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes e a CPTM, homologado pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, Bruno Miano, no início deste mês.
E é justamente a judicialização do caso que pode tornar a questão ainda mais complicada para todos aqueles que estarão dispostos a reverter tal situação, ou encontrar uma alternativa para garantir uma ligação de qualidade entre o Mogilar e o centro e vice-versa.
Mas o tema vai ganhando força e uma prova disso é a reunião que está marcada para o meio-dia desta quinta-feira (24), numa igreja evangélica localizada nas proximidades da passagem, com a presença já assegurada do deputado federal mogiano, Marco Bertaiolli (PSD).
O parlamentar, em recentes pronunciamentos, tem se mostrado contrário ao fechamento daquele espaço e, ainda mais por conta do atual período eleitoral, não vai perder a oportunidade de mostrar que está ao lado dos moradores e comerciantes.
A reunião promete, pois deverão estar presentes representantes dos moradores do Mogilar, do comércio e demais pessoas e entidades que combatem o fechamento da passagem, o qual pode complicar a situação dos motoristas, mas especialmente dos pedestres.
Afinal, quando foi construído o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, junto à estação ferroviária, não se pensou em uma passagem de qualidade e com segurança para os pedestres, que continuam fazendo fila ao lado de uma pequena portinhola, esperando o trem passar para que possam atravessar a linha férrea.
A alternativa para eles, na época, seria a passagem da Dr. Deodato, a mesma que a CPTM promete fechar em julho.
Com a obstrução definitiva daquele caminho, sobra, a algumas centenas de metros de distância, a passarela Vereador Bento Antonio de Oliveira, mais conhecida como “Passarela da Rua Padre João”, que jamais foi exemplo de local seguro, tanto durante o dia, como no período noturno.
O local, que pode ser atravessado por meio de rampas superpostas, tem sido ponto de tráfico e uso de drogas, não havendo, entre o cidadão comum, quem se arrisque a atravessar por ali, sozinho, após às 19 horas.
E, diante de tudo isso, resta saber como ficarão os pedestres – além dos carros (que não podem se utilizar da passarela, nem da passagem ao lado da estação ferroviária), caso venha a ocorrer o fechamento definitivo do espaço da Dr. Deodato.
Este será, sem dúvida, um dos assuntos a serem discutidos durante o encontro de hoje, na igreja do pastor Márcio, defensor intransigente da manutenção da via transitável. O movimento promete ganhar corpo e aumentar a pressão sobre Prefeitura e CPTM.
Vale esperar para conferir o que virá por num ano de eleições.