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Padre Melo, o religioso que se tornou político e educador

Há eventos, empreendimentos ou pessoas que marcam, definitivamente, a história de uma cidade. No caso de Mogi das Cruzes, que nesta quarta-feira (1º de setembro) completa 461 anos, há alguns pontos que merecem destaque em sua história recente. Já se disse que há a Mogi de antes e depois da Mineração Geral do Brasil/Cosim e […]

Por O Diário
30/08/2021 16h10, Atualizado há 60 meses

Há eventos, empreendimentos ou pessoas que marcam, definitivamente, a história de uma cidade. No caso de Mogi das Cruzes, que nesta quarta-feira (1º de setembro) completa 461 anos, há alguns pontos que merecem destaque em sua história recente.

Já se disse que há a Mogi de antes e depois da Mineração Geral do Brasil/Cosim e Aços Villares /Gerdau; existe a Mogi de antes e depois das rodovias Mogi-Dutra/duplicação e Mogi -Bertioga. Mas há também a cidade de antes e depois das universidades. E foi justamente na época das universidades que a cidade conheceu um personagem de características muito especiais que acabaria se tornando seu prefeito.

Manoel Bezerra de Melo, que aqui chegou em 1º de março de  1962, ainda como Padre Lima, um cearense de Crateús, que logo passou a se dedicar à educação, fundando um curso de admissão ao ginásio, embrião daquela que viria a ser a primeira universidade privada de Mogi das Cruzes.

Era uma época em que o ensino superior ainda engatinhava no Estado e no País. Época em que a cidade viveu o boom dos vestibulares, quando as acomodações se esgotavam e havia acampamentos e campanhas para que os moradores recebessem em suas casas os candidatos às vagas da UMC.

Uma instituição que se fortaleceu especialmente durante o período em que seu fundado foi, por três vezes, deputado federal por São Paulo e uma vez, como constituinte, pelo Ceará. Mogi se tornou, depois de São Paulo, uma das poucas cidades  da região Metropolitana da Capital  a contar com uma faculdade de Medicina, que daria origem a um hospital, mais tarde encampado pelo Estado, e que é hoje o Hospital Luzia de Pinho Melo.

Um apaixonado pela política, Melo dividiu com Waldemar Costa Filho, Jacob Cardoso Lopes e Maurício Najar o triunvirato que dominou a cena mogiana por muitas eleições, fossem como candidatos ou lançando e apoiando outros políticos. E foi para apoiar a candidatura de Chico Nogueira a prefeito que Melo tornou-se seu vice. Durante o segundo ano do mandato, com Nogueira enfartado e morto, Melo acabou assumindo a Prefeitura
Foi responsável, durante a etapa final do mandato, pelo início das obras da passagem subterrânea que liga o Shangai ao Mogilar e pela construção do Ginásio Municipal de Esportes Hugo Ramos.

Após deixar a Prefeitura, Melo ainda atuou politicamente na cidade, antes de se transferir para o Ceará, fugindo do frio de Mogi que tanto o atormentava. Deixou a filha, Regina Coeli Bezerra de Melo, a quem sempre dedicou especial atenção, no comando da UMC.

Ela, reitora; ele chanceler. Faleceu em 9 de junho de 2020. Sua atuação em Mogi já é parte da história. E seu nome será lembrado na futura Maternidade Municipal de Braz Cubas. Uma merecida homenagem.

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