Podemos vive dias agitados, desde a saída de Arthur do Val até o ingresso de Marcos Furlan
E o Podemos (PODE), partido do prefeito Caio Cunha, continua na ordem do dia por conta das estripulias do deputado Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, e os inevitáveis desdobramentos de suas declarações, durante uma visita à Ucrânia. Arthur do Val, já deixou o Movimento Brasil Livre (MBL), pelo qual chegou ao PODE e, no […]
10/03/2022 07h08, Atualizado há 53 meses
E o Podemos (PODE), partido do prefeito Caio Cunha, continua na ordem do dia por conta das estripulias do deputado Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, e os inevitáveis desdobramentos de suas declarações, durante uma visita à Ucrânia.
Arthur do Val, já deixou o Movimento Brasil Livre (MBL), pelo qual chegou ao PODE e, no final da tarde de terça-feira (8) anunciou a sua desfiliação da legenda, pela qual ele sairia candidato ao Governo de São Paulo.
Da candidatura ao governo ele já havia desistido, no último domingo (6), no auge das repercussões de suas declarações consideradas machistas, que se tornaram públicas após a divulgação de um áudio, onde falava com entusiasmo exacerbado até demais sobre a beleza das mulheres ucranianas, sem atentar para o grave momento por elas enfrentado.
Mas o inferno astral de “Mamãe Falei” não para por aí. Perto de uma dezena de pedidos de cassação de seu mandato chegou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que decidiu unificar as reivindicações para uma análise conjunta de denúncias contra o deputado, vindas das mais diferentes procedências.
O deputado corre o risco de cassação se a direção daquela Casa apressar a votação em plenário, que pode sofrer os efeitos dos apelos populares ainda muito incisivos em favor de sua cassação. Se ele conseguir adiar um pouco, talvez consiga se safar, a exemplo de outro deputado que colocou as mãos sobre os seios de uma deputada durante a sessão legislativa, condenado a uma pena de suspensão temporária de seu mandato.
Mas todo esse episódio envolvendo o deputado Arthur do Val teve participação do prefeito Caio Cunha, que a princípio divulgou uma nota condenando a atitude do parlamentar em relação às mulheres ucranianas.
Além disso, logo no começo da semana, Caio encabeçou um movimento de um grupo de cinco prefeitos de cidades da região da Grande São Paulo pedindo a expulsão do parlamentar do PODE.
Logo em seguida, o prefeito de Mogi passou a defender, ao lado de um grupo de 20 outros prefeitos do partido no Estado, o apoio ao candidato tucano ao governo paulista, Rodrigo Garcia. Tal posição trombou literalmente com os planos do MBL que quer um novo candidato a governador do próprio partido, assim como o presidenciável Sérgio Moro, o qual, espertamente, passou a defender que a vaga seja ocupada pela presidente do partido, a deputada Renata Abreu. Aproveitando-se do Dia Internacional da Mulher, Moro deixou implícita a proposta numa saudação às mulheres.
Pois se não bastasse a evidência do partido por conta de todos esses fatos, na área doméstica surgiu a notícia do ingresso do presidente da Câmara de Mogi, vereador Marcos Furlan, ex-DEM (União Brasil) ao PODE, aceitando o convite do prefeito Caio Cunha.
Esta coluna já estava fechada quando deveria acontecer, no Clube Náutico, na noite desta quarta-feira (9), um encontro de correligionários, onde Furlan anunciaria sua saída do União Brasil e seu ingresso no novo partido.
Um dos convidados anunciados por Furlan era justamente o prefeito Caio Cunha, responsável direto por sua eleição a presidente da Câmara, e de quem o vereador já foi líder no Legislativo. Sinal de que o destino de Furlan seria mesmo o PODE.
Tempos agitados esses…