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Só telefonema ao comandante tira viatura da PM de cima da calçada

O presidente da Sociedade Amigos do Bairro do Mogilar, o ambientalista José Arraes, também já teve seus dias de “xerife”. Ele era presidente do Conselho de Segurança (Conseg) de Mogi, quando o comandante da Polícia Militar era o coronel Bastos, mogiano que conhecia muito bem a cidade e os policiais com quem trabalhava, à frente […]

Por O Diário
25/03/2022 15h59, Atualizado há 53 meses

O presidente da Sociedade Amigos do Bairro do Mogilar, o ambientalista José Arraes, também já teve seus dias de “xerife”. Ele era presidente do Conselho de Segurança (Conseg) de Mogi, quando o comandante da Polícia Militar era o coronel Bastos, mogiano que conhecia muito bem a cidade e os policiais com quem trabalhava, à frente do 17º Batalhão. 

Pois certo dia, José Arraes vinha passando pela rua Presidente Rodrigues Alves, após ter saído da agência de Correios. Ele caminhava em direção ao Mercadão e, ao passar pelas proximidades da agência do Banco do Brasil, existente naquela rua, e ao se aproximar de um ponto onde a calçada se afunilava pela presença de um enorme poste que tomava quase todo o espaço da passagem dos pedestres, o que ele deparou logo à sua frente?

Pois, nada menos que uma viatura da Polícia Militar, daquelas “barcas” antigas, estacionada em cima da calçada, impedindo definitivamente a passagem de pedestres e obrigando-os a dividir o espaço com os veículos, em plena rua.

Arraes, a princípio, imaginou que estivesse ocorrendo algo de grave naquela região para justificar a presença daquela viatura em situação completamente irregular em relação às leis do trânsito e ainda colocando em risco as pessoas que por ali passavam.

Como não havia qualquer sinal de anormalidade à vista, ele resolveu entrar no Banco do Brasil para tentar obter alguma informação.

Pois ao colocar os pés no interior da agência, viu dois policiais militares, fardados e tranquilos, numa grande e demorada fila que levava até os caixas de atendimento eletrônico. 

Pelas divisas no uniforme, ele identificou tratar-se de um sargento e um soldado.

Foi até eles e, como cidadão,  indagou se ambos estavam com a viatura estacionada sobre a calçada do lado de fora. Diante da resposta positiva de ambos, ele se apresentou como presidente do Conseg, que representava os cidadãos da cidade em questões de sergurança, e lhes disse que a viatura estava em lugar impróprio, atrapalhando pedestres idosos, senhoras, crianças, etc.

A conversa com os policiais despertou a atenção das demais pessoas da fila, principalmente depois que os militares simplesmente se negaram a retirar o veículo. 
O presidente do Conseg não conversou. 

Ali mesmo, diante dos policiais, Arraes ligou para o coronel Bastos que o atendeu pronta e pessoalmente. 

Ao ouvir o relato, o comandante pediu que ele passasse o telefone para o sargento. 

Alguns segundos de conversa e os dois saíram da fila, retiraram a viatura da calçada e foram embora.
 Sabe-se que ainda tiveram uma conversa frente a frente com o comandante.

E, a julgar pelo que se vê nas calçadas hoje em dia, a cidade continua precisando de um “xerife”, que tenha o telefone do comandante da PM, da Guarda Municipal, ou de quem se disponha a fazer com que seja respeitado o direito de ir e vir, com segurança, dos cidadãos mogianos. Especialmente os pedestres.

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