Suzano fica à frente de Mogi e Itaquá no ranking de saneamento básico do País
O município de Mogi das Cruzes não tem o que comemorar com a divulgação do mais recente Ranking do Saneamento 2022, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, que avalia a performance das 100 maiores cidades brasileiras, com base nos índices colhidos no ano de 2020. A cidade ocupa atualmente a 54ª posição no ranking, dez colocações […]
23/03/2022 07h19, Atualizado há 53 meses
O município de Mogi das Cruzes não tem o que comemorar com a divulgação do mais recente Ranking do Saneamento 2022, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, que avalia a performance das 100 maiores cidades brasileiras, com base nos índices colhidos no ano de 2020.
A cidade ocupa atualmente a 54ª posição no ranking, dez colocações abaixo do 44º lugar em que se encontrava no levantamento divulgado no ano passado.
Já Itaquaquecetuba, que já foi considerada o “patinho feio” do saneamento na região pode comemorar uma grande conquista: subiu 13 colocações na tabela e saltou da 70ª colocação para o 57º lugar, já ameaçando se aproximar e até ultrapassar Mogi, caso a cidade não consiga estancar a tendência de queda verificada no último ano.
Mesmo perdendo quatro posições – caiu da 10ª para 14ª posição no ranking – o município de Suzano continua liderando entre as cidades do Alto Tietê e aparecendo com destaque entre os 20 municípios brasileiros com os melhores indicadores de saneamento básico de todo o País.
Como mostra o levantamento do Instituto Trata Brasil, que leva em conta os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), referentes ao ano de 2020, o município de Mogi das Cruzes deve começar a se preocupar mais com investimentos no setor, caso não queira ficar ainda mais para trás nesta classificação.
Vale lembrar que tanto Suzano, que está lá em cima no ranking, como Itaquaquecetuba, que obteve uma impressionante elevação em sua posição anterior, são municípios vinculados à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que vem obtendo um ganho operacional muito grande desde que passou a contar com investimentos da iniciativa privada em seu capital.
Enquanto isso, Mogi das Cruzes continua vinculada ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos, o Semae, que vem enfrentando dificuldades para acompanhar, nos últimos anos, o crescimento acelerado da cidade. Isso exige investimentos nem sempre à disposição da autarquia.
Aliás, vale lembrar que há muito o Semae não tem conseguido um aporte de capital à altura de suas reais necessidades para investimentos de maior vulto no saneamento do município que exige mais e mais, a cada dia.
O resultado dessa situação e da falta de coragem ou de condições para financiar grandes avanços em sua área de atuação tem resultado na perda de lugares no ranking para cidades que se preocupam em colocar dinheiro sob a terra, onde não aparecem as grandes obras de caráter eleitoreiro.
Que a posição de Mogi no ranking sirva como um alerta para os próximos anos, caso não se queira que volte à tona uma discussão capaz de causar “frisson” em muitos políticos locais: a questão da perda de controle sobre o Semae e sua consequente transferência para a iniciativa privada.