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Tenente-brigadeiro Clóvis Pavan completa 100 anos nesta 2ª feira

Ele nasceu em São Paulo, no dia 13 de setembro de 1921, mas tornou-se cidadão mogiano, por merecimento, durante a década de 80, pelo trabalho realizado em favor da cidade. Militar de carreira da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar, Clóvis Pavan, vai completar um século de vida na próxima segunda-feira e ainda mantém fortes vínculos […]

Por O Diário
09/09/2021 16h28, Atualizado há 59 meses

Ele nasceu em São Paulo, no dia 13 de setembro de 1921, mas tornou-se cidadão mogiano, por merecimento, durante a década de 80, pelo trabalho realizado em favor da cidade. Militar de carreira da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar, Clóvis Pavan, vai completar um século de vida na próxima segunda-feira e ainda mantém fortes vínculos com Mogi, onde ele viveu parte de sua juventude, ao lado dos pais Henrique e Rosária Pavan e dos irmãos Crodowaldo, cientista, catedrático e ex-presidente da SBPC; Lauro, empresário de mineração; Ida, professora e Ana, odontóloga. Com exceção de Ana, os demais já faleceram. 
Mas Clóvis ainda costuma vir a Mogi, esporadicamente, trazido por um dos seus três filhos ( Fábio, Márcio – já falecido- e Ana; que deram a ele três netos), para matar saudades de velhos amigos, de familiares como o primo Celso Fiorentino, e visitar o terreno de 4 mil m², localizado na rua Ipiranga, em frente à Padaria Copacabana, onde sua família residiu por muito tempo. 
Os Pavan têm história na cidade, com a antiga fábrica de louças situada no terreno que pertencia à família, foi adquirido pela NGK do Brasil e depois repassado à Prefeitura de Mogi, que lá construiu o atual Terminal Central de Ônibus.
A carreira militar, no entanto, estava no sangue de Clóvis, declarado aspirante a aviador pela Escola de Aeronáutica, em 1944, onde foi instrutor e chegou a comandante do Corpo de Cadetes da unidade. 
Cedido ao governo do Estado, a pedido do governador Faria Lima, foi secretário de Viação e Obras Públicas entre 1958-60. 
Chefiou o Grupo de Transportes Especiais (GTE), como seu primeiro comandante, em Brasília (1961). Cinco anos depois, a convite da Royal Air Force  (RAF) da Inglaterra, foi o primeiro cidadão brasileiro a ultrapassar duas vezes a barreira do som em uma aeronave BAC-Lightning. 
Clóvis foi comandante da Base Aérea de Brasília e comandou a Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP). Foi ainda comandante  do IV Comando Aéreo Regional (Comar), vice-chefe do Estado Maior da Aeronáutica e diretor geral do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento da Aeronáutica até 1983, quando passou para a reserva. 
Foi ainda o oficial da Força Aérea que mais tempo serviu com o marechal do ar Eduardo Gomes.
Ocupando cargos tão importantes durante o governo militar, Clóvis pôde dar uma importante ajuda a Mogi, principalmente durante os governos de Waldemar Costa Filho, de quem era grande amigo. 
Seu apoio foi especialmente decisivo para que o prefeito conseguisse concluir as obras da ligação rodoviária Mogi-Bertioga, assim como em outras ações que demandassem alguma intermediação junto ao governo federal da época. Sempre muito bem articulado, o oficial da Aeronáutica esteve sempre pronto a ajudar a cidade pela qual sempre demonstrou enorme afeição.

 

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