“Continuamos na luta para evitar o fechamento”, diz Caio Cunha sobre fim da passagem da Deodato
1° de julho, a data que já bate à porta, é a estipulada em acordo da Prefeitura de Mogi das Cruzes e a direção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para o fechamento da passagem de nível da rua Dr Deodato Wertheimer aos pedestres, o que é criticado por lideranças da cidade. Enquanto o tempo corre, […]
23/03/2022 15h47, Atualizado há 53 meses
1° de julho, a data que já bate à porta, é a estipulada em acordo da Prefeitura de Mogi das Cruzes e a direção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para o fechamento da passagem de nível da rua Dr Deodato Wertheimer aos pedestres, o que é criticado por lideranças da cidade.
Enquanto o tempo corre, a Companhia repetiu o posicionamento a O Diário informando que o processo para fechamento da passagem de nível para pedestres na rua Dr. Deodato Wertheimer, a cerca de 150 metros da Estação Mogi das Cruzes da CPTM, está em andamento, conforme acordado em reunião realizada em 7 de janeiro entre a companhia, a Prefeitura e a Secretaria de Transportes do município e consignado na Justiça.
A CPTM informou que “está estudando todas as medidas que minimizem o impacto à população”, ao acrescentar que tanto as intervenções necessárias para viabilizar as travessias em nível, quanto a mão de obra para operação das passagens, ficaram sob responsabilidade da Prefeitura de Mogi das Cruzes.
A companhia destacou que a alternativa para os pedestres é utilizar a passagem de nível localizada na praça Sacadura Cabral/rua Cabo Diogo Oliver, que fica ao lado da estação.
E também se defendeu: “O encerramento da passagem é fundamental para que a CPTM possa aumentar a velocidade de circulação dos trens e diminuir o intervalo médio entre composições no trecho entre Mogi das Cruzes e Guaianases dos atuais oito para sete minutos, beneficiando os mais de 680 mil passageiros de toda a Linha 11-Coral e dos municípios de Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e São Paulo, além dos passageiros do próprio município”, trouxe nota encaminhada a este jornal.
Em postagens nas redes sociais, o prefeito Caio Cunha (PODE) esclareceu boatos dizendo que nunca houve um acordo formal que impedisse a CPTM de fechar a passagem de nível. “Antes de mais nada, precisamos esclarecer que não existe nenhum documento oficial de gestões anteriores que comprove que a CPTM só fecharia a passagem com a entrega da nova estação”.
Caio cita ainda que a cidade foi surpreendida com a decisão, mas que conseguiu ganhar mais tempo para “não ficar no gogó”.
Entre outros pontos, a postagem destaca que a Prefeitura está em “contato com comerciantes e representantes das categorias para ouvir suas demandas e explicar nossas estrategias”. “Continuamos na luta para impedir o fechamento e estamos trabalhando constantemente para construir soluções para esse problema”, finaliza a postagem, que não cita a construção de uma passarela no local.
Vereadores
Em paralelo, vereadores da cidade se uniram para buscar cancelar o fechamento da passagem de nível aos pedestres. Para isso, a Câmara Municipal aprovou, na sessão desta terça-feira (22), um projeto que cria uma nova Comissão Especial de Vereadores (CEV), que vai realizar estudo mais amplo para mostrar os prejuízos que a medida vai causar aos usuários e comerciantes daquela área.
Segundo o autor da proposta, o vereador Clodoaldo Aparecido de Moraes (PL), a comissão também vai fazer uma vistoria nas obras das estações, avaliar a necessidade de reforma e de melhorias em todas as passagens de níveos pertencentes à CPTM e alternativas para o problema.
Ele disse que assim que concluir esse trabalho vai pedir a ajuda dos deputados estaduais do Alto Tietê para pressionar o governo do Estado e impedir que o acesso seja fechado definitivamente no dia 1º de julho, como ficou acordado entre a Prefeitura e a direção da CPTM (leia mais).
O assunto vem sendo discutido em Mogi desde o fim de 2021, época em que a CPTM já queria ter fechado o acesso, mas teve que rever os prazos por determinação da Justiça, acionada pela Prefeitura, a pedido dos comerciantes, pastores de igreja, vereadores e usuário. Porém, recentemente a gestão fechou um acordo com a estatal para que o local seja interditado para pedestres no final deste semestre.
Segundo a CPTM, o fechamento está sendo negociado entre a companhia e a Prefeitura de Mogi das Cruzes há mais de três décadas. A permissão para a abertura das travessias em nível se deu através de instrumentos celebrados entre a CPTM, CBTU (empresa que operava o transporte de passageiros na região antes da criação da CPTM, em 1992) e a Prefeitura de Mogi das Cruzes e aconteceu a pedido do município, em caráter provisório, até que viadutos e túneis, cuja execução cabe ao município, estivessem prontos.